Venda de casas diminuiu cerca de 10% em 2008

O sector da mediação imobiliária também já começou a sentir a crise. Durante o ano passado, o volume de vendas diminuiu e os profissionais do sector não têm muitas expectativas em relação ao mercado para 2009.

“Foi um ano difícil”. Uma frase já dita por muitos e agora repetida pelo presidente cessante da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) que reforça a frase com números: “Em 2007, venderam-se em Portugal 209 mil prédios urbanos, no ano passado, esse número ficou-se pelos 190 mil, uma redução de cerca de 10%”, disse José Eduardo Macedo.

Nestes números totais do mercado, quase 90% correspondem à venda de habitação. “A venda de escritórios e lojas não é significativo no mercado, tem muito pouco peso”, referiu.

No entanto, José Eduardo Macedo garante que esta evolução negativa “era expectável. Não se trata apenas de uma consequência da crise”.

Para exemplificar esta descida como algo “natural”, recorda a década de 90, em “que se vendiam mais de 300 mil imóveis por ano. A partir dessa altura, os números foram descendo, até porque ter casa já não é uma primeira necessidade, isto porque, cerca de 80% das famílias portuguesas já têm casa própria”.

A reabilitação de imóveis “será o futuro, tal como acontece na Europa”, referiu o futuro presidente da APEMIP, Luís Lima, lamentando que “ainda se faça muito pouco em Portugal e só mesmo em Lisboa e no Porto”.

José Eduardo Macedo concorda, acrescentando que se “assiste hoje a uma mudança com a diminuição da construção e apostando mais na sua reabilitação”, que hoje, diz com alguma satisfação, “já atingiu os cerca de 10%”.

A recuperação do edificado poderá também alavancar o sistema de arrendamento no país, frisou José Eduardo Macedo. “Os edifícios estão degradados porque o Estado transformou os proprietários em agentes sociais, com rendas muito baixas e apoiando legalmente os profissionais de incumprimento, que pagam dois meses de renda e conseguem ficar na casa durante quatro anos sem pagar nada”, salientou o presidente da APEMIP.

Defende, portanto, a “desjudicialização do despejo por não pagamento de renda, o que reduziria em muito o risco de colocar casas no mercado para arrendar”.

Por outro lado, lamenta que ainda não exista legislação efectiva sobre os Fundos de Investimento para Arrendamento e as Sociedades de Investimento Imobiliário para Arrendamento, que considera muito positivos.

FONTE: Jornal de Noticias

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