Monthly Archives: Abril 2009

Prémio Mies van der Rohe para a Ópera de Oslo

Arquitectura norueguesa em destaque
Prémio Mies van der Rohe para a Ópera de Oslo, onde podemos passear pelo telhado

29.04.2009 – 14h50 Alexandra Prado Coelho

oslo-opera

É um edifício que nasce na água e sobre o qual se pode caminhar. A nova ópera de Oslo, do atelier norueguês Snohetta, quer ser um símbolo da Noruega moderna.

A Ópera de Oslo foi notícia há um ano por uma razão que a ultrapassou completamente: na inauguração, a chanceler alemã, Angela Merkel, apareceu com um enorme decote que surpreendeu todos e que a atirou para as primeiras páginas dos jornais. Agora a Ópera volta a ser notícia por razões que têm tudo a ver com ela, sobretudo com o edifício: o projecto do atelier norueguês Snohetta, recebeu ontem um dos mais prestigiados prémios de arquitectura, o Mies van der Rohe.

Há 700 anos que não se construía na Noruega um centro cultural com esta dimensão. E estamos a falar de uma área do tamanho de quatro estádios de futebol, de um interior com 1100 divisões, e de um dos mais modernos e tecnologicamente avançados palcos de ópera do mundo. O auditório principal tem 1350 lugares, e existe uma segunda sala com capacidade para 400 pessoas, além de uma sala de ensaios com 200 lugares.

Mas o que torna esta ópera excepcional é o seu telhado inclinado, que começa junto à água, na baía de Oslo, e permite que as pessoas subam por ele e passeiem sobre o edifício.

A ambição foi, desde o início, grande. Pretendeu-se criar “um importante símbolo do que a Noruega moderna representa como nação e expressar o papel que a ópera e o ballet devem ter na sociedade”, explica o Snohetta no texto em que apresenta o projecto (os três sócios do atelier, Kjetil Traedal Thorsen, Tarald Lundevall e Craig Dykers, são também os responsáveis pela nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto).

O edifício é além disso, sublinha por seu lado o texto do prémio Mies van der Rohe, “o primeiro elemento da transformação da zona da baía de Oslo, com o objectivo de voltar a ligar a cidade à sua frente marítima”. E é “uma paisagem arquitectónica aberta ao público”.

É precisamente esse factor, essa “generosidade” do edifício, que o crítico de arquitectura Jorge Figueira destaca. “Estabelece uma relação muito física com os utilizadores. Convida as pessoas a estarem nele mesmo não estando dentro dele”. Confessa, contudo, que não o considera “uma obra surpreendente”. Sendo “sem dúvida muito qualificada, não é particularmente inovadora”, diz.

Figueira vê na ópera “uma espécie de encontro entre a excelente tradição da arquitectura nórdica, no uso dos materiais, no rigor construtivo, no tema da organicidade das formas, e o desejo muito contemporâneo de criar um ícone”. E vê na forma como esta ideia é trabalhada a influência de elementos da arquitectura modernista brasileira, nomeadamente nessas rampas que “permitem circular em cima do edifício, tornando-o também um circuito exterior”.

No interior os arquitectos usaram sobretudo madeira, invocando a tradição dos construtores de barcos noruegueses. A par disso, pediram a vários artistas (o atelier tem uma colaboração especialmente próxima com o artista dinamarquês Olafur Eliasson, com quem fez em 2007 o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres), para fazerem intervenções — Eliasson, por exemplo, fez um vestiário.

A Ópera de Oslo foi escolhida para o Prémio Mies van der Rohe — que tem um valor de 60 mil euros, e é apoiado pela União Europeia — de entre uma lista de cinco finalistas que incluía o Zenith Music Hall de Estrasburgo (França) do Studio Fuksas, a Universidade Luigi Bocconi de Milão (Itália) dos Grafton Architects, o Centro Multimodal do Tramway de Nice (França) do Atelier Marc Barani, e a Biblioteca, Centro para Seniores e Pátio Interior em Barcelona (Espanha) dos RCR Arquitectes.

Fonte: Publico

Veja aqui a noticia na fonte.

Conheça o projecto com maior detalhe nos links abaixo:
snohetta.com
oslo-opera
oslo opera house wikipedia

Redução do valor médio de Avaliação Bancária da Habitação no 1º Trimestre de 2009

Segundo fonte do Instituto Nacional de Estatística e com base no Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação (IABH)* o valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se, no 1º Trimestre de 2009, em 1149 euros/m2, correspondendo a um decréscimo trimestral de 0,3% e homólogo de 5,8%.
Em ambos os casos as reduções observadas foram menos intensas que as do trimestre anterior (-1,0% e -6,0%, respectivamente). O valor médio mais elevado continuou a verificar-se no Algarve, 1400 euros/m2. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, as variações face ao trimestre anterior foram respectivamente de -0,1% e de -1,0%.
Os concelhos de Lisboa e do Porto voltaram a corresponder, no 1º Trimestre de 2009, os valores médios de avaliação bancária de alojamentos mais elevados das Áreas Metropolitanas a que pertencem, 1959 euros/m2 e 1390 euros/m2, respectivamente.

Conheça aqui integralmente a nota de comunicação emitida pelo INE.

Iniciativa Construção Sustentavel vai precorrer o pais

Soluções Eficientes hoje, a nossa riqueza amanhã – 5 de Maio a 28 de Outubro de 2009

A Iniciativa Construção Sustentável, desenvolvida pela Tirone Nunes, vai começar a percorrer o país já no próximo dia 5 de Maio, contemplando a realização de seis seminários ao longo de várias cidades do país, a apresentação de uma obra com o mesmo título, da autoria da Arquitecta Livia Tirone, e a página na Internet http://www.construcaosustentavel.pt.

Numa parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com a Agência para a Energia (ADENE), e com a colaboração da Ordem dos Engenheiros, os seminários terão como enfoque a demonstração das oportunidades de intervenção no meio edificado, que resultam da actual conjuntura no âmbito da certificação energética e da qualidade do ar em edifícios, e são dirigidos a todos os decisores que influenciam a qualidade de construção do meio edificado.

Uma vez que desde 1 de Janeiro de 2009 todas as fracções autónomas transaccionadas em território Nacional, quer compradas, vendidas ou arrendadas, têm um Certificado Energético e da Qualidade do Ar Interior, esta temática tornou-se extremamente actual. O certificado que reflecte, de uma forma clara e inequívoca, o grau de desempenho energético-ambiental da respectiva fracção autónoma, e também quanto “verde” é, de facto, essa fracção autónoma – desde uma classe G (nada verde) a uma classe A (muito verde) – é a nova referência de qualidade no meio edificado.

Os Seminários terão lugar em diversos auditórios do País, Continente e Ilhas, sendo a entrada livre e a inscrição obrigatória – mail@construcaosustentavel.pt e Tel.: 21 961 66 46

Programa*

18h00 Recepção dos participantes

18h30 Boas-vindas e Enquadramento – António Gonçalves Henriques (APA-Agência Portuguesa do Ambiente) e o Anfitrião Local

19h00 Certificação Energética e da Qualidade do Ar em Edifícios e Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética – Alexandre Fernandes
ADENE-Agência para a Energia

19h30 Construção Sustentável – Livia Tirone
Iniciativa “Construção Sustentável” – Tirone Nunes

19h50 Diálogo Moderado – Alexandre Fernandes
ADENE-Agência para a Energia

Nota: Será disponibilizada informação técnica e, no espaço de cada um dos seminários, estará patente uma exposição de soluções construtivas que contribuem para melhorar o desempenho energético-ambiental de edifícios.

Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior e Medidas da Construção Sustentável

5 de Maio
Entre as 18h00 e as 20h00
Porto – em colaboração com a Ordem dos Engenheiros – Região Norte
Auditório da Ordem dos Engenheiros – Região Norte – Rua Rodrigues Sampaio, n.º 123 – 4000-425 Porto

19 de Maio
Entre as 18h00 e as 20h00
Lisboa – em colaboração com a Ordem dos Engenheiros
Auditório da Ordem dos Engenheiros
Av. Sidónio Pais, n.º 4 E – 1050-212 Lisboa

3 de Junho
Entre as 18h00 e as 20h00
Portalegre – em colaboração com a Ordem dos Engenheiros e com a AREANATejo e com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre

19 de Junho
Entre as 10h00h e às 16h00
Em colaboração com a Ordem dos Engenheiros Região Madeira e com a AREAM

10 de Setembro
Entre as 18h00 e as 20h00
Albufeira

28 de Outubro
Entre as 18h00 e às 20h00
Coimbra – em colaboração com a Ordem dos Engenheiros – Região Centro

Para mais informações, visite: http://www.construcaosustentavel.pt

Grupo San José renegociou a sua divida de 2000 Milhões Euros

O grupo espanhol San José e a Parquesol Inmobiliaria y Proyectos afirmaram em comunicado conjunto na passada quarta-feira que chegaram a acordo com a banca de modo a refinanciar a divida do grupo num total de 2 biliões de Euros.
A San José, que em 2007 anunciou a intenção de se fundir com a espanhola Parquesol, obteve ainda uma linha de credito de 212 Milhões de Euros para financiar o seu plano de negócio. O refinanciamento foi levado a cabo com vista á estabilização da estrutura financeira da San José, em linha com a situação actual do mercado e com o ambiente económico e financeiro que se vive.
A Parquesol e a San José podem continuar assim com a sua estratégia de fusão com vista á sua posterior colocação em bolsa.

Retoma do mercado de investimento imobiliário só a partir de 2010

Os profissionais do mercado imobiliário português estão cautelosos quanto ao futuro, pois. A recuperação da actividade está fortemente condicionada pela recuperação do elo de confiança com a banca e, a acreditar nos indicadores actuais, dificilmente assistiremos aos primeiros sinais de retoma do mercado de investimento imobiliário antes de 2010. Estas foram as principais conclusões extraídas do debate que se seguiu à apresentação dos resultados do Índice IPD Portugal | Imométrica, terça-feira, em Lisboa.
De acordo com Filipe Amado, presidente da Fundimo, «é preciso repensar toda a questão do financiamento e encontrar um equilíbrio na relação dos bancos com o mercado imobiliário, resolvendo alguns dos problemas que existiam». No entanto, até que seja totalmente recuperada a relação de confiança entre a Banca e o sector imobiliário, é expectável que existam «grandes dificuldades para encontrar financiamento para os novos projectos», uma situação que «condicionará o desenvolvimento futuro do mercado», alertou Carlos Moedas, Managing Partner da Crimson Investment. Eric Van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield em Portugal, chamou ainda a atenção para o facto de «os investidores internacionais com liquidez não estarem a revelar interesse para investir em Portugal». Pois, explicou, «a valorização de capital é muito maior nos principais mercados europeus e mundiais, o que relega para segundo plano mercados secundários, como Portugal», uma realidade «mais evidente em alturas de crise como a actual». Tendo em conta que «o mercado está, neste momento, numa posição muito defensiva, não existindo grandes hipóteses de que para uma atitude mais ofensiva, com novos investimentos, no curto prazo», Filipe Amado partilhou a sua convicção de que a recuperação ainda pode demorar. E, para Eric Van Leuven os efeitos reais da actual crise «vão ser observados ao ‘retardador’», ou seja, «só este ano e em 2010 é que serão sentidos no mercado». Carlos Moedas concluiu, acrescentando que «as coisas não vão ficar melhores em 2009, nem no primeiro semestre de 2010. Talvez depois disso possamos começar a ter sinais positivos».

Fonte: Vida Imobiliária

Veja aqui a noticia na fonte.

Conheça abaixo a apresentação dos resultados do IPD/Imométrica 2008

Reino Unido – Proprietários recorrem á demolição para evitar taxas para imoveis desocupados.

Tradução de um arquivo presente na imprensa estrangeira.

• Story by: Dominic Welling
• Magazine: FTAdviser
• Published Tuesday, April 21, 2009

Um crescente numero de proprietários tem recorrido á demolição de modo a evitar o pagamento das Empty Property Rates* (EPR), abrindo caminho para a instabilidade dos sectores não residenciais do mercado imobiliário.
De acordo com o primeiro inquérito relativo às EPR realizado pelo RICS e pela Lambert Smith Hampton’s, as taxas estão a agravar as dificuldades financeiras de muitas empresas de promoção e dos ocupantes dando piorando as perspectivas para o sector.
Uns impressionantes 93% dos inquiridos responderam que concordam com a ideia de que estas taxas estão a agravar o sector ao invés de melhorar.
De acordo com 75% dos inquiridos, tem havido um aumento do número de demolições de imóveis em pleno estado de conservação e utilização, ao passo que 85% destes acreditam que este aumento se deve a uma tomada de opção dos proprietários de modo a evitar o pagamento dessas taxas.
Entretanto, todos os sectores viram uma diminuição do investimento em novos imóveis, sendo o sector industrial aquele que tem sido mais atingido.
Também, 79% dos inquiridos acreditam que as EPR’s estão a ter efeitos diametralmente opostos aos pretendidos no que respeita á regeneração urbana e ao desenvolvimento especulativo.
O documento alerta para o facto de esta situação poder levar a uma escassez de oferta de imóveis para encarar a próxima altura de viragem do ciclo económico.
Alem disso, o documento revelou que, o problema da demolição tende a agravar-se nos próximos meses, resultado dos proprietários estarem disponíveis para aguardar uns meses antes de decidirem optar pela demolição dos imóveis desocupados.
Gillian Charlesworth, Director para as Relações com o Exterior do RICS afirmou:

Apesar das motivações do governo em reduzir as EPR tivesse sido bem-intencionada, a verdade é que a recessão levou a que estas taxas tivessem tido um efeito contrário causando maiores danos a um sector já de si em sofrimento.
Este inquérito veio provar a necessidade de introduzir alterações nesta taxa muito impopular.
Com base nestas conclusões alertamos o Governo para a necessidade de considerar seriamente um aumento do “período de Isenção” das EPR para 12 ou mesmo 18 meses antes de aplicar tais taxas aos imóveis não residenciais ou em alternativa, remover ou diminuir significativamente as taxas em imóveis não residenciais, em conformidade com o sector.

Veja aqui o artigo original.

*As Empty Property Rate são um novo sistema de taxas a aplicar aos imóveis, recentemente adoptado no Reino Unido e que pretende introduzir uma reforma no modo como são taxados os imóveis face á sua não ocupação (total ou parcial).
Estas taxas têm vindo a ser altamente contestadas pelos agentes do mercado imobiliário no Reino Unido e têm sido justificadas pelo Fisco como sendo uma medida que aumenta a oferta de imóveis no mercado e um abaixamento das rendas ao mesmo tempo

Veja mais em “Empty rates could cause long term instability to commercial property markets”

Fundos imobiliários espanhóis estudam criação de REIT

Noticia Jornal de Negocios

Miguel Prado
miguelprado@negocios.pt

Os fundos imobiliários espanhóis poderão vir a converter-se ao formato de ‘real estate investment trusts’, um tipo de fundo imobiliário cotado e com características jurídicas e fiscais próprias que já tem presença consolidada em outros mercados, entre os quais o britânico. Segundo a edição desta segunda-feira do “Expansión”, os gestores de fundos espanhóis estão a estudar a criação de “sociedades de investimento no mercado imobiliário”, podendo o seu funcionamento estar regulamentado ainda antes do Verão.

Maior liquidez, comissões garantidas e a delegação nos investidores da responsabilidade de recuperar o dinheiro investido seriam as principais consequências da criação dos REIT em Espanha. Só que este formato levanta algumas dúvidas. De acordo com o jornal espanhol, a conversão em REIT poderá implicar aos accionistas dos fundos um risco significativo de perdas, dado que as suas cotações seriam sujeitas a maiores oscilações, como as acções.

A discussão sobre a conversão dos fundos de investimento imobiliário em REIT surge num momento em que o mercado espanhol ainda não recuperou das desvalorizações que se arrastam há vários meses. Na semana passada o Governo espanhol revelou que nos primeiros três meses do ano os preços das casas voltaram a cair, naquele que foi o quarto trimestre consecutivo de desvalorização da habitação. O primeiro trimestre de 2009 teve uma desvalorização dos preços das casas de 3% face ao trimestre anterior e de 6,5% face ao período homólogo de 2008.

Mas a queda de Espanha é inferior à que poderá vir a registar-se na Finlândia, onde os preços residenciais poderão cair 10% antes de voltarem a subir. “O aumento do desemprego provocado pela recessão global vai pesar no mercado habitacional finlandês nos próximos anos mais do que o impulso dado ao mercado pelas baixas taxas de juro”, comentou Tiina Helenius, economista do banco Svenska Haldesbanken, citada pela Bloomberg.

Os indicadores da crise são igualmente visíveis nos Estados Unidos da América. No dia 16 a Cushman & Wakefield revelou que a taxa de desocupação nos escritórios das zonas centrais das cidades norte-americanas subiu para os 12,5%, depois de ter registado 11,2% no quarto trimestre de 2008 e 9,9% no primeiro trimestre do ano passado. O segmento residencial também não escapa. Dados da MDA Dataquick revelados na semana passada indicam que em São Francisco o preço das casas registava em Março uma desvalorização de 46% face a Março do ano passado.

Os investidores poderão, ainda assim, olhar para outras latitudes. Segundo um relatório da Jones Lang LaSalle, Abu Dhabi deverá ser o mercado imobiliário com melhor performance nos próximos 12 a 24 meses na região do Médio Oriente e Norte de África.

Veja aqui a noticia na fonte.

Bancos já cobram ‘spreads’ acima de 3%

Noticia DN

por PAULA CORDEIRO

Margens cobradas pelos bancos dispararam, com aumentos, em alguns casos, acima de 30%. Novos clientes não beneficiam de taxas de juro historicamente baixas.

Quem for pedir um novo empréstimo à compra de casa dificilmente perceberá que estamos a viver um período de taxas de juro historicamente baixas, sem precedentes.

Os bancos fizeram “disparar” o valor da margem financeira que somam à taxa de juro, o conhecido spread, com agravamentos quase mensais, em alguns casos de mais de 30% e para valores acima dos três pontos percentuais. Resultado: se o cliente não passar na avaliação de risco do banco e só conseguir contratar os spreads máximos ficará a suportar, em alguns bancos, juros acima de 5%. Isto numa altura em que a média da Euribor a seis meses (a taxa de juro mais usada) está nos 1,7%…

Num movimento generalizado entre os cinco maiores bancos, os spreads do crédito à habitação voltaram a ser revistos em Abril, depois de subidas quase mensais nos últimos tempos. E desta vez concretizou-se o que se previa, com algumas instituições a colocarem as margens máximas acima dos três pontos (ver quadro).

E não se pense que são só os spreads para os clientes de maior risco – aqueles que os bancos não querem, de todo, na sua carteira – que aumentam. Também as margens mínimas foram actualizadas, sendo hoje o valor mais baixo os 0,65 pontos percentuais praticados pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), seguida pelos 0,7 pontos do Santander Totta e os 0,8 pontos do Banco BPI. No caso do Banco Espírito Santo (BES), o seu spread mínimo duplicou, passando de 0,55 pontos para 1,1 pontos.

Mas se para muitos portugueses que procuram um novo crédito à habitação estes spreads mínimos são difíceis de alcançar, os bancos argumentam que também as margens máximas são aplicadas a uma ínfima percentagem de clientes. No entanto, estão lá, como forma de convidar o potencial cliente a desistir do empréstimo…

O valor mais alto é aplicado pelo Millennium bcp, com um spread de 3,6 pontos. Segue-se-lhe o BES, com um máximo de 3,3 e a pública CGD, com 3,15 pontos.

Na Caixa, no entanto, este spread é explicado por uma nova forma de avaliação de potenciais clientes a um crédito à habitação. O banco estatal está a aplicar uma nova metodologia de scoring, ou seja, atribuição de uma notação de risco.

Para os clientes classificados com um maior número de pontos favoráveis (dizem ser a maioria), os spreads variam entre 0,65 e 2,05 pontos. No caso dos clientes classificados com um scoring desfavorável, então a margem a aplicar pode chegar aos 3,15 pontos.

Os spreads máximos são igualmente para quem precisa de financiamentos que correspondam à quase totalidade da avaliação da casa, normalmente jovens e casais de recursos mais baixos que não têm dinheiro para a chamada entrada de capital.

Perante a actual crise financeira, com aumento do risco e escassez de liquidez, os bancos raramente financiam a totalidade do crédito solicitado e quando o fazem (mesmo a 90%), aplicam os spreads máximos, especialmente quando não existe fiador.

Veja a noticia na fonte.

Crise afecta volume de Investimento Europeu em Shoppings

Noticia Vida Imobiliária

16/04/2009
Projectos de novos centros comerciais adiados devido à crise
A consultora imobiliária Cushman & Wakefield revelou que mais de 7 milhões de m2 de centros comerciais em projecto na Europa foram cancelados ou adiados devido à actual crise económica. A acrescentar a esta situação está a pouca confiança dos consumidores e promotores e a maior dificuldade na obtenção de crédito. O estudo European Shopping Centre Development diz ainda que este ano serão abertos cerca de 10 milhões de m2 em centros comerciais, um valor inferior em 40% em relação ao previsto em Julho de 2008. “Isto representa a menor taxa de expansão desde 2005 e o fim de cinco anos consecutivos de crescimento na promoção de centros comerciais”.
Em 2008 registou-se uma abertura recorde em novos centros comerciais na Europa, especialmente na Rússia, que foi o país com maior ABL, com mais de 9 milhões de metros quadrados distribuídos por 310 projectos. Neste ranking seguiu-se a Turquia, Reino Unido, Espanha e Roménia. O Reino Unido foi o país do ocidente da Europa mais activo neste sector com entrada de cerca de 840 mil metros quadrados de novos centros comerciais em 2008. Segundo Marta Leote, Associate e Directora de Research & Consulting da Cushman & Wakefield, “Neste clima, os promotores, retalhistas e governos locais dispõem de mais tempo para analisar a actual situação e, por exemplo, considerar se a oferta existente é suficiente em algumas cidades e o impacto que teriam eventuais novos empreendimentos de grande dimensão. Para além disso esta pausa permitirá aos conjuntos comerciais existentes uma maior consolidação na hierarquia do mercado local”.

Veja aqui a noticia na fonte.

Conheça também o estudo da Consultora C&W em completo aqui.

Noticia Vida Imobiliária – Estado tem um papel importante na reanimação do sector imobiliário

Estado tem um papel importante na reanimação do sector imobiliário

As medidas que deveriam ser tomadas para a reanimação do sector imobiliário, um sector considerado chave na actividade económica nacional, terão de passar por estimular veículos de investimento, pela reabilitação urbana e pelo mercado de arrendamento. Estes três pilares são fundamentais para que o sector sofra um impulso, de acordo com João Torreiro Valente, no almoço conferência promovido pela Vida Imobiliária. A iniciativa intitulada “Medidas Públicas para reanimar o sector imobiliário”, contou com a presença do secretário de Estado das Finanças, Carlos Costa Pina, que deu a conhecer o que se tem feito para dar impulso a este sector.

Quanto ao regime de património público, o Estado tem alienado algum do seu património excedentário, isto é, imóveis vazios e sem uso. Até agora, e de acordo com o secretário de estado, foram alienados cerca de 800 milhões de euros. Esta receita se, por um lado, teve objectivos orçamentais, também, por outro, permitiu reduzir estruturas e dar outro fim ao património excedentário. Um dos objectivos centrais do governo tem incidido sobre a reabilitação urbana. Neste campo, o Governo tem concorrido aos fundos comunitários, assim como tem dado aos proprietários incentivos fiscais de modo a que os proprietários reabilitem os seus imóveis. Alem disso, e como forma de intervenção social face às dificuldades das famílias em pagar os seus encargos com a habitação, o Governo criou os FIIAH, permitindo às famílias vender os seus imóveis e passar a pagar uma renda ao fundo.

Fonte: Vida Imobiliária.
16/04/2009

Veja noticia na fonte aqui.