Bancos já cobram ‘spreads’ acima de 3%

Noticia DN

por PAULA CORDEIRO

Margens cobradas pelos bancos dispararam, com aumentos, em alguns casos, acima de 30%. Novos clientes não beneficiam de taxas de juro historicamente baixas.

Quem for pedir um novo empréstimo à compra de casa dificilmente perceberá que estamos a viver um período de taxas de juro historicamente baixas, sem precedentes.

Os bancos fizeram “disparar” o valor da margem financeira que somam à taxa de juro, o conhecido spread, com agravamentos quase mensais, em alguns casos de mais de 30% e para valores acima dos três pontos percentuais. Resultado: se o cliente não passar na avaliação de risco do banco e só conseguir contratar os spreads máximos ficará a suportar, em alguns bancos, juros acima de 5%. Isto numa altura em que a média da Euribor a seis meses (a taxa de juro mais usada) está nos 1,7%…

Num movimento generalizado entre os cinco maiores bancos, os spreads do crédito à habitação voltaram a ser revistos em Abril, depois de subidas quase mensais nos últimos tempos. E desta vez concretizou-se o que se previa, com algumas instituições a colocarem as margens máximas acima dos três pontos (ver quadro).

E não se pense que são só os spreads para os clientes de maior risco – aqueles que os bancos não querem, de todo, na sua carteira – que aumentam. Também as margens mínimas foram actualizadas, sendo hoje o valor mais baixo os 0,65 pontos percentuais praticados pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), seguida pelos 0,7 pontos do Santander Totta e os 0,8 pontos do Banco BPI. No caso do Banco Espírito Santo (BES), o seu spread mínimo duplicou, passando de 0,55 pontos para 1,1 pontos.

Mas se para muitos portugueses que procuram um novo crédito à habitação estes spreads mínimos são difíceis de alcançar, os bancos argumentam que também as margens máximas são aplicadas a uma ínfima percentagem de clientes. No entanto, estão lá, como forma de convidar o potencial cliente a desistir do empréstimo…

O valor mais alto é aplicado pelo Millennium bcp, com um spread de 3,6 pontos. Segue-se-lhe o BES, com um máximo de 3,3 e a pública CGD, com 3,15 pontos.

Na Caixa, no entanto, este spread é explicado por uma nova forma de avaliação de potenciais clientes a um crédito à habitação. O banco estatal está a aplicar uma nova metodologia de scoring, ou seja, atribuição de uma notação de risco.

Para os clientes classificados com um maior número de pontos favoráveis (dizem ser a maioria), os spreads variam entre 0,65 e 2,05 pontos. No caso dos clientes classificados com um scoring desfavorável, então a margem a aplicar pode chegar aos 3,15 pontos.

Os spreads máximos são igualmente para quem precisa de financiamentos que correspondam à quase totalidade da avaliação da casa, normalmente jovens e casais de recursos mais baixos que não têm dinheiro para a chamada entrada de capital.

Perante a actual crise financeira, com aumento do risco e escassez de liquidez, os bancos raramente financiam a totalidade do crédito solicitado e quando o fazem (mesmo a 90%), aplicam os spreads máximos, especialmente quando não existe fiador.

Veja a noticia na fonte.

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