Fundos imobiliários espanhóis estudam criação de REIT

Noticia Jornal de Negocios

Miguel Prado
miguelprado@negocios.pt

Os fundos imobiliários espanhóis poderão vir a converter-se ao formato de ‘real estate investment trusts’, um tipo de fundo imobiliário cotado e com características jurídicas e fiscais próprias que já tem presença consolidada em outros mercados, entre os quais o britânico. Segundo a edição desta segunda-feira do “Expansión”, os gestores de fundos espanhóis estão a estudar a criação de “sociedades de investimento no mercado imobiliário”, podendo o seu funcionamento estar regulamentado ainda antes do Verão.

Maior liquidez, comissões garantidas e a delegação nos investidores da responsabilidade de recuperar o dinheiro investido seriam as principais consequências da criação dos REIT em Espanha. Só que este formato levanta algumas dúvidas. De acordo com o jornal espanhol, a conversão em REIT poderá implicar aos accionistas dos fundos um risco significativo de perdas, dado que as suas cotações seriam sujeitas a maiores oscilações, como as acções.

A discussão sobre a conversão dos fundos de investimento imobiliário em REIT surge num momento em que o mercado espanhol ainda não recuperou das desvalorizações que se arrastam há vários meses. Na semana passada o Governo espanhol revelou que nos primeiros três meses do ano os preços das casas voltaram a cair, naquele que foi o quarto trimestre consecutivo de desvalorização da habitação. O primeiro trimestre de 2009 teve uma desvalorização dos preços das casas de 3% face ao trimestre anterior e de 6,5% face ao período homólogo de 2008.

Mas a queda de Espanha é inferior à que poderá vir a registar-se na Finlândia, onde os preços residenciais poderão cair 10% antes de voltarem a subir. “O aumento do desemprego provocado pela recessão global vai pesar no mercado habitacional finlandês nos próximos anos mais do que o impulso dado ao mercado pelas baixas taxas de juro”, comentou Tiina Helenius, economista do banco Svenska Haldesbanken, citada pela Bloomberg.

Os indicadores da crise são igualmente visíveis nos Estados Unidos da América. No dia 16 a Cushman & Wakefield revelou que a taxa de desocupação nos escritórios das zonas centrais das cidades norte-americanas subiu para os 12,5%, depois de ter registado 11,2% no quarto trimestre de 2008 e 9,9% no primeiro trimestre do ano passado. O segmento residencial também não escapa. Dados da MDA Dataquick revelados na semana passada indicam que em São Francisco o preço das casas registava em Março uma desvalorização de 46% face a Março do ano passado.

Os investidores poderão, ainda assim, olhar para outras latitudes. Segundo um relatório da Jones Lang LaSalle, Abu Dhabi deverá ser o mercado imobiliário com melhor performance nos próximos 12 a 24 meses na região do Médio Oriente e Norte de África.

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