Arrendamento afirma-se cada vez mais como solução para promotores imobiliários

A empresa Vigolarte, promotora do empreendimento Hill Side, em Leiria, rendeu-se à evidência. Perante as dificuldades da concessão de crédito à habitação, o empreendimento lançou uma campanha permitindo o arrendamento de 18 apartamentos com opção de compra ao fim de dois anos.

Uma estratégia que cada vez mais promotores imobiliários estão a seguir, independentemente de os imóveis que querem escoar serem de gama alta, média ou baixa.

No caso do Hill Side, os 18 apartamentos disponíveis para a modalidade de arrendamento variam entre as tipologias T2 e T3. As rendas vão de 500 a 700 euros. “Esta é uma altura difícil para comprar casa, já que os bancos estão a limitar o crédito bancário, algo que se vai alterar no período de dois anos, no máximo”, reconhece Edgar Simões, administrador da Vigolarte.

“Esta é a opção adequada para um casal que quer iniciar a vida conjunta mas que não quer, para já, avançar com a compra, delegando-a para mais tarde, ou mesmo para aqueles que querem trocar de casa, já que desta forma ficam com mais tempo para vender a actual”, acrescenta o mesmo responsável.

A campanha que a Vigolarte está a promover para o Hill Side não é inédita. A Edifer Imobiliária, por exemplo, está a disponibilizar este mesmo esquema de escoamento de oferta para uma dezena de apartamentos do seu Empreendimento do Forte, em Algés.

Luís Mário Nunes, director geral da rede de mediação ComprarCasa, confirma ao Negócios essa tendência, acrescentando que as mediadoras imobiliárias não passam ao lado do negócio do arrendamento.

“Muitas vezes parte de nós essa proposta. Já estamos a aconselhar a fazer exactamente isso”, diz Luís Mário Nunes. “O promotor hoje cada vez mais nos procura para colocar o seu empreendimento. Sabe muito bem que temos em carteira potenciais compradores”, afirma o director geral desta rede de mediação imobiliária.

Paulo Lobato, administrador da Edifer Imobiliária, explicava ao Negócios no final de Março que no caso do Empreendimento do Forte “a ideia é fazer um arrendamento a um ou dois anos”.

Nos arrendamentos em que ao final de um ano seja exercida a opção de compra a empresa garantirá a amortização de todas as rendas pagas no valor da aquisição do apartamento. Uma condição igualmente praticada pela Vigolarte no Hill Side, onde as fracções agora disponíveis para arrendamento são as últimas de um total de 172 apartamentos do projecto.

A Chamartín Imobiliária foi outra empresa do sector que também não ignorou a importância do arrendamento, embora o tenha feito há um ano na perspectiva do investidor. Nos seus apartamentos “Studio Residence” a Chamartín anunciou em Abril de 2008 uma campanha para garantir aos compradores desses apartamentos em Coimbra e no Porto a obtenção de 12 mil euros de rendas nos primeiros dois anos. Uma campanha que visava acelerar as vendas dos apartamentos, dispondo-se a empresa a procurar inquilinos caso os proprietários não o conseguissem fazer.

Em qualquer dos casos, o arrendamento afirmou-se como opção comercial para escoamento da oferta residencial, num momento em que a crise financeira tornou mais difícil a obtenção de financiamento por parte dos bancos para a compra de casa.

Fonte: Miguel Prado – miguelprado@negocios.pt – Jornal de Negócios

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