Bancos Europeus mais exigentes no financiamento a novos clientes

Cerca de 59% dos bancos europeus não financiam novos clientes, nem estão disponíveis para financiar a compra de imóveis, segundo o estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, realizado a 83 dos maiores bancos europeus. Ainda assim, há bancos que demonstram já alguma disponibilidade para financiar, desde que sejam imóveis prime ou empresas de renome. A consultora revela ainda que dos 22 bancos que financiam novos clientes, muitos têm restrições quanto ao valor emprestado e aos destinatários do financiamento. As condições para obtenção de crédito passam por se ter um histórico de transacções com o banco ou dispor de património líquido.
Metade destas 22 entidades bancárias prefere negócios que envolvam transacções inferiores a 20 milhões de euros, enquanto que as restantes estão disponíveis para financiar a compra de imóveis até aos 55 milhões de euros. Os bancos exigem menor risco nas aquisições, facto que se reflecte na diminuição dos rácios de valor da hipoteca. Segundo Luís Rocha Antunes, Partner e Director do Departamento de Investimento da Cushman & Wakefield em Portugal: “A crise financeira reduziu significativamente o crédito disponível para transacções imobiliárias e alguns dos bancos, que foram demasiado expostos ao mercado imobiliário, não mostram abertura para conceder financiamento a novos negócios. A dinâmica do mercado irá influenciar as tomadas de decisão e os bancos irão financiar bens imobiliários prime, com contratos de arrendamento a longo prazo na Europa Ocidental e outros mercados principais, a empresas de renome.” A falta de financiamento para bens imobiliários contribuiu também para um decréscimo acentuado do número de transacções. O investimento imobiliário desceu 59% em 2008, para 320 mil milhões de euros contra os 773 mil milhões de euros em 2007. Este é o valor mais baixo desde 2004, com um claro decréscimo no investimento por parte de investidores estrangeiros. Segundo a edição Investment Atlas 2009, publicado pela Cushman & Wakefield, o volume de negócios irá descer novamente este ano, para cerca de 300 mil milhões de euros.

Fonte: Vida Imobiliária

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