Nova confederação da construção já está em marcha.

Nova confederação da construção já está em marcha

Os empresários da fileira da construção civil e do imobiliário estão a criar uma confederação para representar as associações e empresas do sector, que terá como objectivo a defesa das empresas e dos trabalhadores.

Em declarações à agência Lusa, o responsável pela futura Confederação da Construção e do Imobiliário, Reis Campos, disse que este é um projecto “já velho” e que deverá unir as principais associações da fileira da construção.

Da nova confederação, que deverá estar formalmente constituída nas próximas semanas, serão associados fundadores a Federação da Construção (FEPICOP), a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a Associação Portuguesa de Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), a Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores (APCC) e a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (API).

“Temos como objectivo que o âmbito da confederação seja o conjunto de actividades económicas envolvidas no processo de construção, manutenção, comercialização e exploração das infra-estruturas e edifícios”, disse Reis Campos, salientando que esta estrutura “visa reflectir o peso económico e social da construção e imobiliário numa só estrutura”.

“O sector da construção, juntamente com estas associações, adquire um peso extraordinariamente importante”, afirmou, avançando que a confederação da construção e do imobiliário vai representar “14% do PIB [Produto Interno Bruto], 15% do emprego, 200 mil empresas, 68% do total do crédito concedido a empresas e particulares”.

A criação desta confederação surge depois da saída do sector da construção da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), em Novembro de 2007, na sequência das afirmações do presidente da estrutura, Francisco van Zeller, que afirmou que a construção era um dos sectores onde era mais frequente a prática do crime de fraude fiscal.

“Consideramos que temos de estar numa super-estrutura e entendemos que agora era o momento para avançar”, disse Reis Campos, referindo que o sector da construção “tem uma representatividade muito própria”.

“Entendemos que, dada a especificidade da indústria da construção e do imobiliário, ela pode ter uma estrutura própria, porque a CIP representa um conjunto de actividades variados muito díspares e o peso da construção não era muitas vezes reflectido”, justificou.

O responsável pela Confederação da Construção e do Imobiliário salientou que a estrutura, que funcionará como cúpula das associações e empresas do sector e terá como objectivo defender as empresas e os trabalhadores, surge quando um sector atravessa “um momento crítico”.

“Com a indefinição nos grandes projectos, o sector da construção, que já vinha a ser penalizado há sete anos, vai ser ainda mais penalizado”, disse Reis Campos, defendendo que no momento actual “é muito mais vantajoso investir do que pagar os subsídios de desemprego aos empregados do sector”.

Fonte: Diário Digital / Lusa

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