Investimento em imobiliário reduziu-se a menos de metade no primeiro semestre

O investimento em activos imobiliários em Portugal ficou nos 150 milhões de euros no primeiro semestre, menos de metade do valor atingido em igual período de 2008, revela a empresa de consultoria e serviços imobiliários Cushman & Wakefield.

Para o segundo semestre, as expectativas apontadas pela consultora são de “franca melhoria”, com o regresso ao mercado dos investidores estrangeiros e o aumento de liquidez dos fundos de investimento imobiliário nacionais.

O estudo Marketbeat, hoje divulgado, defende que “o investimento imobiliário tal como o conhecemos nos últimos anos mudou consideravelmente”, e factores como qualidade do imóvel, sustentabilidade das rendas projectadas, risco de ocupação ou segurança dos contratos “serão cada vez mais importantes nos negócios”.

No primeiro semestre, foram realizados 21 negócios de investimento em activos imobiliários, num volume de pouco mais de 150 milhões de euros, que compara com os 318 milhões de euros transaccionados no mesmo período do ano passado.

Segundo a Cushman & Wakefield, foram mais frequentes os negócios de pequena dimensão, com o valor médio a situar-se nos sete milhões de euros, “consideravelmente inferior” à média dos últimos dez anos, de 20 milhões de euros, uma situação que reflecte a crise do sector.

Também o peso do investimento estrangeiro foi “modesto” em 2009, representando 20 por cento do volume total de transacções.

Maior peso da indústria
No entanto, em linha com o que se verifica em outros países europeus, o segundo trimestre denotou “uma maior actividade por parte dos investidores, ainda que o volume de transacções tenha sido equivalente ao do primeiro trimestre”, refere o estudo.

A consultora salienta que a análise do investimento por sector de actividade retrata “um ano atípico”, com maior peso do sector industrial.

No mercado hoteleiro, apesar da quebra generalizada registada no sector turístico no primeiro semestre, os promotores mantiveram a data de abertura dos hotéis cujos trabalhos já estavam em curso, e para os projectos numa fase inicial a estratégia foi de “repensar e eventualmente adiar”.

Em linha com o esperado, “os responsáveis pelos grandes grupos de hotelaria concentram os seus esforços no reposicionamento dos produtos e dos serviços, suspendendo ou adiando os planos de desenvolvimento e expansão previstos”, defende a Cushman & Wakefield.

No entanto, os especialistas da consultora não deixam de apontar que “a crise que hoje se vive no sector não impediu um ritmo de aberturas equivalente ao que se vem registando nos últimos anos”.

Nos primeiros seis meses do ano, foram inauguradas em Portugal 14 novas unidades hoteleiras, totalizando cerca de dois mil quartos.

Fonte: Publico

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