Prestação da casa tem pouca margem para voltar a cair

Em Outubro, a prestação vai cair 40 euros. Há cada vez menos espaço para a Euribor continuar a cair e prevê-se uma inversão no início de 2010.

As taxas Euribor continuam a renovar mínimos históricos, o que se tem traduzido numa redução da prestação da casa, embora, nos últimos meses, de forma menos acentuada.

De acordo com os cálculos do Diário Económico, os contratos de crédito à habitação revistos em Outubro vão assistir a mais uma descida de 40 euros. No entanto, tudo indica que não há muito mais espaço para as taxas de juro continuarem a cair, o que significa que as quedas, nos próximos dois meses, poderão ser as últimas.

A expectativa do mercado é que, a partir do início do próximo ano, as taxas Euribor normalizem, ou seja, que a Euribor a três meses – que está nos 0,739% – caminhe para níveis acima da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE) que está em 1%.

“Tudo aponta para uma estabilização da Euribor. Não diria propriamente uma inversão da tendência, embora a taxa possa subir, mas acreditamos que o faça num movimento gradual”, explicou Teresa Gil Pinheiro, economista do BPI.

Também os contratos de futuros da Euribor apontam no mesmo sentido, ou seja, que a queda se mantenha até final de Dezembro mas que suba ligeiramente no próximo ano. Os futuros da Euribor a três meses apontam para que este indexante esteja nos 0,70%, em Dezembro, enquanto que em Março é esperado que se situe nos 0,885%. Acima de 1% só se prevê que aconteça em Junho.

A confirmar-se, os portugueses ainda irão assistir a mais descidas, mas ligeiras e não por muito tempo.

PRESTAÇÃO DA CASA DESCE 40€ EM OUTUBRO

Para já, os contratos, cuja revisão ocorra em Outubro, ainda vão sentir mais uma descida.

Segundo os cálculos do Diário Económico, a prestação da casa que era, até ao momento, de 453,22 euros vai descer para 413,28 euros. Ou seja, uma diferença de 39,94 euros. Isto para o exemplo de um crédito à habitação de 100 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses (cuja média mensal está nos 1,045%), e acrescido de um ‘spread’ de 1%.

Comparativamente ao valor da prestação da casa em Setembro do ano passado (666,58 euros), o encargo mensal desceu mais de 250 euros, uma poupança considerável para muitas famílias portuguesas.

Fonte: Económico
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