Monthly Archives: Janeiro 2010

Dezenas de mediadores imobiliários e particulares burlados. Saiba como se proteger.

As burlas com falsas propostas de compra ou arrendamento de imóveis continuam a fazer vítimas entre particulares e profissionais imobiliários por todo o país. Saiba como se proteger.

Se tem um imóvel para vender ou arrendar espera boas propostas para o fazer rapidamente. Por esse motivo, irá, provavelmente, divulgar o seu imóvel num portal imobiliário de referência, na Internet. E, em Portugal, não é estranho captar a atenção de um potencial comprador estrangeiro. Afinal, Portugal é um país com imensos atractivos, por estar na Europa e por ser um dos países europeus com melhor clima.

No entanto, Sol, praia ou modernidade não são os motivos que levam alguns indivíduos a querer o seu imóvel. Eles querem roubá-lo. Basta introduzir as palavras “burla”, “imobiliário”, “internet” no Google para compreender a dimensão do problema e ficar de pré-aviso contra estes esquemas.

Como se apresenta a burla

O primeiro passo destes criminosos é o de estabelecer contacto com a potencial vítima. E estudam-na bem. Descobrem um imóvel na Internet, preferencialmente num portal idóneo e respeitado, analisam a propriedade e quem a comercializa e enviam um pedido de informação ou são mais atrevidos e avançam logo com uma proposta.

Analisemos dois exemplos comuns:
Exemplo 1
De: rodionn@g***l.com
Dear Sir or Madam, Please, see if you might be interested in the following offer on this property: Total price: 150 000, paid as follows: 50 000 at signing the contract and delivering possession. 500 per month for 200 months. 50 000 at completion of the contract and delivering the title. Thank you. Rod

Exemplo 2
De: benassayag950@ya**o.com
hello I am Mr Marc Benassayag I send you this email concerning the property that you are selling can you please contact me for fixe a meeting My phone: 0039.345.111.2237 Thanks Greetings

Há dois elementos que são sempre comuns: o primeiro é de que se tratam de cidadãos estrangeiros a residir, actualmente, no estrangeiro. Outro elemento comum é a necessidade de tratar de todo o processo com rapidez e através de transferências bancárias.

Até aqui, parece tudo normal e perfeitamente legítimo. Até há alguns que regateiam os preços e discutem os termos do negócio relativamente aos modos de pagamento. Juram honestidade, necessidade e enviam os documentos que forem necessários… Tudo falso, claro. Porque esta é a fase inicial da burla, é necessário ganhar credibilidade junto da vítima, ganhar a sua confiança e – por necessidade ou ingenuidade – quebrar as suas defesas. O laço está colocado.

Estes indivíduos dispõem-se a pagar adiantamentos sobre o imóvel para o reservar de imediato e retirar do mercado. Como querem pagar? Por transferência bancária. E até enviam documentos ou, por telefone ou e-mail, contactam a vítima para garantir que o processo já está em andamento. E pedem o seu nome, número de contribuinte e NIB. O laço aperta.

Como se consuma a burla

Inebriadas com o negócio, as vítimas colocam-se precisamente na posição pretendida. Agora, estão à espera do dinheiro e retiraram o imóvel do mercado. E vão esperar. E desesperar. Até que, em última instância, o vigarista diz que a transferência tem custos que não pode pagar ou inventa outra desculpa qualquer e, para desbloquear a verba precisa que seja transferida uma quantia qualquer, geralmente baixa, em comparação com os montantes envolvidos no negócio. E o laço fecha-se.

A partir do momento em que forneceu os seus dados pessoais e bancários a estas redes, o vendedor tornou-se, efectivamente, vítima, e colocou as suas contas bancárias em risco. Já está enredado na teia montada e vai ter dificuldades para se libertar sem sair prejudicado, isto se não tiver sido já lesado financeiramente.

O pior, então, é quando se cai no erro de pagar. Uma vez transferido um montante para estas contas, é perda total. Os e-mails são inválidos, as pessoas não existem, os telefones não atendem, os documentos são falsos. Em instantes, todos os traços são apagados e os que restam só levam a becos sem saída. A burla resultou, alguém foi seriamente prejudicado e os meliantes desapareceram como por artes mágicas. Resta aos lesados apresentar queixa contra desconhecidos.

Como evitar ser burlado

Para evitar ser vítima destes esquemas fraudulentos é necessária cautela e algum bom senso. Se uma proposta é boa demais para ser verdade, provavelmente é mesmo mentira. Mesmo que os contactos iniciais de um negócio possam ser estabelecidos online, o fecho do negócio, a assinatura de documentos ou o recebimento de quantias deve ser feito presencialmente.

Não se devem aceitar fazer quaisquer tipos de transferências de dinheiro que não sigam canais bancários legítimos. É temerário, no mínimo, pensar em enviar dinheiro para um país estrangeiro. Qualquer negócio deve ser precedido por uma confirmação completa das credenciais e identidades dos envolvidos a nível pessoal e bancário pelas entidades no nosso país que têm capacidade para o fazer, nomeadamente as instituições financeiras.

Os esquemas fraudulentos montados para lucrar com a ingenuidade, boa-fé ou simples desconhecimento, não param de se sofisticar, agora apoiados nas novas tecnologias. O imobiliário não poderia ser excepção. Há que estar vigilante e não permitir que a urgência, a necessidade ou a boa vontade lhe toldem a razão. Para saber mais acerca das melhores defesas contra estas – e outras – fraudes online, consulte o website da Polícia Judiciária, onde poderá encontrar excelentes conselhos para evitar ser lesado em www.policiajudiciaria.pt.

Fonte : Casa Sapo

Protagonistas do maior negócio imobiliário dos EUA cedem à dívida

A Tishman Speyer Properties e a BlackRock, que em 2006 protagonizaram a maior aquisição de sempre de um complexo imobiliário nos Estados Unidos da América, não resistiram à pesada dívida e acabam de decidir entregar aos credores e outros potenciais investidores os 56 edifícios de Peter Cooper Village e de Stuyvesant Town, em Nova Iorque.

A aquisição do complexo com 56 edifícios, cuja primeira construção data de 1947, foi feita em 2006, por 5,4 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros ao câmbio actual), que foi o preço mais alto na história do mercado residencial norte-americano.

Só que com as rendas em queda em Nova Iorque e as dificuldades que ainda existem no mercado financeiro, os proprietários deste complexo não conseguiram reestruturar a dívida de 4,4 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) que foi contraída para ajudar a pagar a aquisição de 2006.

O “The Wall Street Journal” escreve hoje que há vários interessados na compra dos edifícios dos bairros Peter Cooper Village e Stuyvesant Town. Um dos potenciais investidores é a CW Capital, em representação de investidores que detêm hipotecas no valor de 3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros). Outra hipótese seria os milhares de inquilinos daquele complexo avançarem para a compra das suas casas.

Um advogado da Morrison & Foerster citado pelo jornal americano indica que a questão do momento é “quem ficará com as chaves a troco de que nível de dívida”. Aparentemente, diz o “The Wall Street Journal”, já haverá um entendimento entre o consórcio da Tishman e a CW Capital para a transacção.

Criado há mais de 50 anos pela seguradora Metropolitan Life Insurance para albergar americanos que participaram na 2ª Guerra Mundial, o mega-empreendimento conta com 11 mil apartamentos e espaços comuns no centro de Manhattan.

Embora durante muito tempo as rendas tenham estado protegidas pelas autoridades locais, nos últimos anos abriu-se a possibilidade de praticar rendas de mercado naquele complexo. Era essa a expectativa da Tishman Speyer Properties. Mas o mercado deu uma volta. Só no ano passado as rendas residenciais em Nova Iorque caíram 5,6%, de acordo com a empresa Reis Inc, citada pelo “The Wall Street Journal”.

Fonte: Miguel Prado – Jornal de Negócios

Deloitte UK entra no Imobiliário em fusão com a Drivers Jonas

No Reino Unido, a Delloitte entrou no mercado imobiliário com a compra/fusão com uma das mais antigas consultoras imobiliárias do reino unido, 8 no ranking, num negócio onde não haverá fluxos monetários de parte a parte. Os partners da Drivers Jonas’s passarão assim a partners da Drivers Jonas Deloitte com a perspectiva de aumento significativo dos seus rendimentos anuais futuros.
Esta fusão resulta da intenção da Delloite em competir directamente com as companhias dominantes da industria como são a CBRE ou a JLLa Sale.

Veja mais no UK Times Online

REIS CAMPOS ELEITO PRIMEIRO PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DA CONSTRUÇÃO E DO IMOBILIÁRIO

As associações empresariais fundadoras da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), elegeram os seus Órgãos Sociais para o triénio 2010-2012.

Os Órgãos Sociais da CPCI integram, representantes das seguintes associações:

• AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços;
• AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas;
• ANEOP – Associação Nacional dos Empreiteiros de Obras Públicas;
• APEMIP – Associação Portuguesa dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal;
• APPII – Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários;
• APCMC – Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção;
• APPC – Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores
• AÇOMEFER – Associação Portuguesa de Grossista de Aços, Metais e Ferramentas;
• AICOPA – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas dos Açores;
• AIMMP – Associação dos Industriais de Madeiras e Mobiliário de Portugal;
• AIPOR – Associação dos Instaladores de Portugal;
• ANIET – Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora;
• APAE – Associação Portuguesa de Avaliadores de Engenharia;
• APEMETA – Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais;
• APICER – Associação Portuguesa da Industria Cerâmica;
• ASSICOM – Associação dos Industriais da Construção da Madeira.

Tendo por objectivo representar e defender todos os sectores de actividade que convergem na construção, sentando à mesma mesa todos os agentes económicos dos diferentes domínios que contribuem para o produto final, a Confederação reflecte o real peso social e económico da construção e do imobiliário no País.

Importa lembrar que o sector da construção e do imobiliário é fundamental para o crescimento económico, sendo responsável por 18% do PIB e por 49,7% do investimento nacional, assegurando cerca de 800.000 postos de trabalho, o que corresponde a 15% no total do emprego. As actividades abrangidas pela Confederação representam 16% do total de empresas existentes em Portugal, isto é, cerca de 200.000 empresas em actividade.

A Confederação, que integra praticamente todas as associações que constituem a fileira, com a legitimidade e força que estas lhe transmitem, é já um incontornável parceiro social estratégico, pelo que constituirá um relevante instrumento para a sensibilização do poder político para a importância da construção e do imobiliário, para o que esta representa e para o papel que lhe tem de ser reconhecido.

Consulte a Lista dos Órgãos Sociais no documento abaixo:

Fonte: AICCOPN

Informação relativa a rendas prime e yields no final de 2009

Veja o relatório da CBRE relativo ás rendas prime e yields na maioria dos mercados europeus e por sector no final do ano de 2009.

Resumo dados para Portugal

Siga o link para aceder ao relatório completo em cbre.eu..

Mercado de investimento imobiliário com queda de dois dígitos

O mercado português de investimento imobiliário fechou 2009 com uma queda de dois dígitos e nem a venda de uma das Torres Colombo, em Lisboa, por 70 milhões de euros, evitou um desempenho abaixo do registado no ano anterior.

Os dados hoje divulgados pela consultora Jones Lang LaSalle sobre as principais transacções de activos imobiliários em Portugal indicam que houve em 2009 um volume de negócios de 365 milhões de euros, 40% abaixo do verificado em 2008 e 70% abaixo de 2007.

Já a Worx divulgou hoje uma estimativa de que as transacções de investimento em Portugal terão fechado 2009 perto dos 500 milhões de euros, com um decréscimo de 17% na comparação com o ano anterior.

Refira-se que em Dezembro uma outra consultora, a Cushman & Wakefield, havia antecipado para 2009 um volume de transacções em Portugal na ordem dos 430 milhões de euros. “Os investidores estrangeiros estão timidamente de volta ao mercado nacional, estudam algumas oportunidades e acompanham a evolução dos preços”, referiu na altura o director da área de investimento da Cushman & Wakefield, Luís Rocha Antunes.

Segundo a Jones Lang LaSalle, “cerca de 146 milhões de euros foram transaccionados no último trimestre, o mais activo do ano”. A mesma consultora refere que “o segmento mais dinâmico foi o de escritórios, que contabiliza 16 operações e representa 62% do total do volume transaccionado, seguido do segmento industrial com 21%, hotelaria com 9% e, finalmente, o de retalho, normalmente a área mais activa no mercado português, com apenas 8% do volume transaccionado”.

Para 2010, Pedro Lancastre, director do departamento de investimento da Jones Lang LaSalle estima que “o perfil de crescimento do segundo semestre de 2009, embora modesto, se mantenha” “há factores animadores como o regresso dos investidores internacionais, principalmente dos fundos alemães e esperamos que estes “players” possam, nos primeiros meses de 2010, concretizar algumas operações de relevo em Portugal”, aponta Pedro Lancastre.

A Worx, numa nota hoje divulgada, tem uma perspectiva similar, indicando que “o maior dinamismo testemunhado no final de 2009 faz antever que o presente ano, sobretudo, a partir do segundo semestre, registe um aumento das operações de investimento no mercado imobiliário, embora seja difícil atingir os valores recorde de 2006 e 2007”.

O mercado europeu registou uma queda idêntica à do mercado português, tendo as transacções imobiliárias na Europa caído cerca de 40%, para 70 mil milhões de euros. “Em 2010, esperamos novos crescimentos na actividade transaccional, na ordem dos 20%”, comentou Chris Staveley, director da área European Capital Markets da Jones Lang LaSalle.

Fonte: Miguel Prado – Jornal de Negócios