Protagonistas do maior negócio imobiliário dos EUA cedem à dívida

A Tishman Speyer Properties e a BlackRock, que em 2006 protagonizaram a maior aquisição de sempre de um complexo imobiliário nos Estados Unidos da América, não resistiram à pesada dívida e acabam de decidir entregar aos credores e outros potenciais investidores os 56 edifícios de Peter Cooper Village e de Stuyvesant Town, em Nova Iorque.

A aquisição do complexo com 56 edifícios, cuja primeira construção data de 1947, foi feita em 2006, por 5,4 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros ao câmbio actual), que foi o preço mais alto na história do mercado residencial norte-americano.

Só que com as rendas em queda em Nova Iorque e as dificuldades que ainda existem no mercado financeiro, os proprietários deste complexo não conseguiram reestruturar a dívida de 4,4 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) que foi contraída para ajudar a pagar a aquisição de 2006.

O “The Wall Street Journal” escreve hoje que há vários interessados na compra dos edifícios dos bairros Peter Cooper Village e Stuyvesant Town. Um dos potenciais investidores é a CW Capital, em representação de investidores que detêm hipotecas no valor de 3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros). Outra hipótese seria os milhares de inquilinos daquele complexo avançarem para a compra das suas casas.

Um advogado da Morrison & Foerster citado pelo jornal americano indica que a questão do momento é “quem ficará com as chaves a troco de que nível de dívida”. Aparentemente, diz o “The Wall Street Journal”, já haverá um entendimento entre o consórcio da Tishman e a CW Capital para a transacção.

Criado há mais de 50 anos pela seguradora Metropolitan Life Insurance para albergar americanos que participaram na 2ª Guerra Mundial, o mega-empreendimento conta com 11 mil apartamentos e espaços comuns no centro de Manhattan.

Embora durante muito tempo as rendas tenham estado protegidas pelas autoridades locais, nos últimos anos abriu-se a possibilidade de praticar rendas de mercado naquele complexo. Era essa a expectativa da Tishman Speyer Properties. Mas o mercado deu uma volta. Só no ano passado as rendas residenciais em Nova Iorque caíram 5,6%, de acordo com a empresa Reis Inc, citada pelo “The Wall Street Journal”.

Fonte: Miguel Prado – Jornal de Negócios

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