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Estudo de Mercado aponta para queda de 50% na colocação de escritórios em Lisboa

A actividade de colocação de escritórios em Lisboa está a reflectir a crise. Em Agosto assinalou-se um novo ponto negativo, com uma queda de 50% em termos homólogos, de acordo com o estudo da Aguirre Newman Portugal.

A actividade de colocação de escritórios em Lisboa no mês de Agosto de 2011 foi de 2714 m2, tendo sido inferior em 50% à registada em igual período de 2010 (5394 m2).

Em termos acumulados, a área de escritórios contratada no período de Janeiro a Agosto de 2011 (37.151 m2) foi inferior em 45% à registada em igual período do ano transacto (67.206 m2).

O total das operações no período de Janeiro a Agosto de 2011 foi de 133, as mesmas transacções de arrendamento que em igual período do ano anterior.

O maior número de operações verificou-se no Corredor Oeste (Zona 6), com 46 registos. No extremo oposto, encontram-se as Zonas Emergente (Zona 3), Secundária (Zona 4) e sete com cinco a seis registos.

Numa análise geográfica do número de transacções registadas no período de Janeiro a Agosto de 2011 quando comparado com igual período de 2010, destacam-se, pelo crescimento face ao ano anterior, a Prime CBD (Zona 1), o Parque das Nações (Zona 5) e o Corredor Oeste (Zona 6).

Analisando a distribuição geográfica dos m2 colocados, todas as zonas registaram uma área contratada no período de Janeiro a Agosto de 2011, inferior à de igual período do ano anterior.

“Take Up” Médio por Transacção

A superfície média contratada por transacção, no período de Janeiro a Agosto, diminuiu cerca de 45% (de 505 m2 para 279 m2) de 2010 para 2011.

Sendo o número de transacções acumuladas nos dois períodos em análise idênticos, esta variação é em parte explicada pela operação que correspondeu ao arrendamento de 14.704 m2 (CTT) em 2010. Adicionalmente, as transacções registadas no ano em curso têm envolvido áreas menores, quando comparadas com o ano transacto.

Em todas as zonas, a superfície média contratada por transacção, no período de Janeiro a Agosto de 2011, foi inferior à de igual período do ano transacto.

Do total da área contratada no período de Janeiro a Agosto de 2011, 21% são em edifícios novos e 79% em edifícios usados, denotando uma preferência por superfícies usadas.

Relativamente à absorção por intervalo de área contratada, apenas 9 transacções (cerca de 7% do total) registaram uma superfície superior a 800 m2 e 101 das transacções (cerca de 76% do total) registaram uma superfície inferior a 300 m2.

No mês de Agosto de 2011, o sector “Outros Serviços” destacou-se, tendo sido responsável por cerca de 68% da área contratada (1844 m2 num total de 2714 m2).

Fonte: Jornal Oje

RICS convida Empresas Europeias a seguir os mais altos padrões de profissionalismo

Pela primeira vez, o RICS, a marca dos profissionais do sector imobiliário em todo o mundo, oferece às empresas localizadas na Europa e fora do Reino Unido a oportunidade de serem Reguladas pelo RICS e demonstrar o seu compromisso ético com os clientes ao desenvolver o seu trabalho.

Com mais de 10.000 empresas registadas e com elevado sucesso na Grã-Bretanha desde 2007, a regulamentação RICS está agora disponível numa base voluntária para as empresas em toda a Europa, com o objectivo de aumentar a transparencia e a confiança dos clientes no mercado imobiliário.

Ao serem Reguladas pelo RICS as empresas beneficiam de um cunho de prestígio de uma das agências de regulação mais conhecidas e respeitadas a nível mundial. Ao usar o certificado “Regulada pelo RICS” ao lado do logotipo da organização, as empresas comprometem-se publicamente com a adesão a um estrito código de conduta. Para além disso, todas as empresas Reguladas pelo RICS receberão um acompanhamento eficaz e um aconselhamento profissional que promoverá a melhoraria das suas práticas empresariais.

Para se registrar como uma empresa Regulada pelo RICS e beneficiar destas e de outras vantagens, pelo menos 50% dos Directores/Chefias da mesma devem ser membros do RICS e prestar serviços ao público, incluindo empresas, instituições ou outros organismos. O registo é gratuito.

Existem já cerca de 30 empresas no continente Europeu que manifestaram vontade em ser Reguladas pelo RICS.

Diane Telford, directora do departamento jurídico do RICS disse:
“Muitas empresas europeias já reconheceram os benefícios da Regulação RICS. O nível de confiança, reconhecimento e profissionalismo oferecido por este certificado às empresas é único no mundo, garantindo uma identidade verdadeiramente global. “

“Regulado pelo RICS”
Para mais informação sobre os requisitos e procedimentos para as empresa interessadas na Regulação RICS visite a pagina oficial do RICS ou veja os documentos anexos disponíveis aqui:

Fonte: RICS

Mercado Imobiliário Português 2009 – Estudo de Research da JLL

A JLL voltou a publicar o on point, um relatório de research relativo ao mercado imobiliário português e que faz uma retroesspectiva do ano de 2009 dando também algumas prespectivas para 2010.

O estudo refere que em 2009 o mercado imobiliário português atravessou aquela que parece ter sido a pior crise económica de sempre tendo a maioria dos sectores terminado o ano com performances muito baixas.

O segmento de escritórios sofreu uma quebra da absorção para valores na ordem dos 50% face 2008 e 43% relativamente a 2007, revelando um fraco dinamismo por parte da procura.

No segmento de retalho destacou-se o adiamento dos planos de expansão de algumas marcas e o adiamento e nalguns casos o abandono de projectos anteriormente previstos.

No sector de investimento a falta de liquidez levou a um ano totalmente atipico e onde o volume de investimento atingiu os 393 milhões de euros, tendo a maior operação sido realizada no segmento de escritórios.

Para conhecer com maior detalhe o estudo e suas conlusões faça o download do pdf aqui.

Rendas em espaços industriais descem 5,5% em todo o mundo ao longo do ano 2009

A consultora internacional C&W, publicou recentemente o seu relatório anual de research “Industrial Space Across the World“ onde analiza o panorama do mercado imobiliário industrial mundial.

Seguem-se alguns excertos da noticia do jornal Oje e que resume as principais conclusões do estudo.

Espaços industriais com rendas em queda, afirma a Cushman & Wakefield(…)
A redução global da procura de bens levou a uma redução generalizada das rendas dos espaços industriais. A América do Sul foi a geografia mais resistente, enquanto a Ásia revelou quebras elevadas. O estudo “Industrial Space Across the World 2010”, publicado anualmente pela consultora imobiliária global Cushman & Wakefield (C&W), indica que as rendas dos espaços industriais desceram uma média de 5,5% em 2009, reflectindo a diminuição da procura de bens por parte dos consumidores durante a recessão económica. Pela primeira vez, nos 15 anos de história deste estudo, verificou-se uma compressão do valor das rendas em todas as regiões.
(…)
No ranking das 49 localizações mais caras do mundo, a zona do aeroporto de Heathrow em Londres continua a ser a localização industrial mais cara do mundo, com o custo de ocupação anual de cada metro quadrado de espaço industrial a alcançar os 200 euros, cerca de um terço mais que o segundo lugar, a cidade de Tóquio, no Japão, que atingiu os 152 euros. Na terceira posição encontra-se Hong Kong com 146 euros anuais por metro quadrado.
Um número muito reduzido de localizações conseguiram registar um crescimento no valor das rendas, devido essencialmente à falta de espaços industriais prime disponíveis ou pela elevada qualidade dos imóveis nessas zonas. Na Índia, Gurgaon, em Nova Deli e Chakan, em Pune, verificaram as maiores subidas, de 16,7% e 15,4% respectivamente.
(…)
Portugal desceu cinco lugares no ranking dos países, ocupando agora a 32ª posição. O valor anual de um metro quadrado de espaço industrial na área da Grande Lisboa é de 60 euros, contrastando com os 72 euros praticados em 2008.
A evolução negativa das rendas decorreu da situação global da economia e do mercado imobiliário, mais do que da própria natureza do sector industrial. O mercado industrial teve em 2009 um desempenho satisfatório, tendo-se aproximado de um maior equilíbrio entre a oferta e a procura., em grande parte devido ao reduzido número de novos projectos. Durante o ano de 2010 não será expectável nova quebra nos valores, tendo em conta a continuada ausência de novos projectos a entrarem no mercado.
(..)

Veja aqui o artigo completo na fonte: Jornal Oje

Consultoras afirmam que 2010 não será o ano de recuperação dos escritóriosi

A incerteza na retoma económica é bastante significativa, o que perspectiva que 2010 não seja ainda, o ano da efectiva recuperação do mercado de escritórios, afirma a Worx num trabalho sobre perspectivas para 2010.

A taxa de absorção dos escritórios mantém-se, por enquanto, aquém do registado nos últimos anos, diz a consultora imobiliária Worx, na sua mais recente análise sobre taxa de desocupação de escritórios em Lisboa. Globalmente, a taxa de desocupação está em crescimento, verificando-se o ajustamento em baixa dos valores de rendas em todas as zonas. O stock de escritórios de Lisboa era de cerca de 4,35 milhões de m2 no final de 2009. Este número aumentou com a entrada de mais de 74 mil m2 de espaços correspondentes a sete novos edifícios.

Recorde-se que a absorção de espaços de escritórios foi da ordem dos 118 mil m2 em 2009, menos 49% do que no período homólogo. O valor de 2009 foi o mais baixo dos últimos cinco anos, relembra a Worx.

No que diz respeito ao Prime CBD, verificou-se um decréscimo dos m2 e negócios concluídos. O take-up da Zona 1 durante 2009 foi de 15.989 m2, ou seja, 30% inferior ao registado em 2008 (22.961 m2). Em relação ao stock do Prime CBD mantém-se nos 573.442 m2, enquanto as prime rents tiveram uma queda em 2009 uma vez que, se em 2008 se situavam nos 21,5 euros/m2/mês, no ano transacto foram de 19,5 euros/m2/mês.

Na CBD, também não se observou uma alteração no stock que se manteve nos 1.041.763 m2, enquanto o take-up de 2009 na Zona 2 foi de 12.011 m2, sendo este valor manifestamente inferior ao verificado em 2008 (18.478 m2). Neste contexto, refira-se que o maior negócio fechado em 2009 na CBD foi de 934 m2, enquanto a área média negociada nas 39 operações efectuadas foi de 308 m2. Finalmente, a prime rent da Zona 2 situou-se nos 17 euros/m2/mês.
De salientar ainda que em ambas as zonas (i) escasseiam projectos de qualidade, (ii) a oferta é de áreas inferiores a 1.000 m2/piso e (iii) verifica-se um desequilíbrio entre a oferta e procura, pelo que a reabilitação urbana terá de ser, forçosamente, uma aposta a dinamizar.

Zona 3 – Avenidas Novas
A Zona 3 teve um comportamento aceitável durante 2009 quando comparado com o ano anterior. Se em 2008 o take-up foi de 28.831 m2, no ano passado este número situou-se nos 26.958 m2, verificando-se, desta forma, uma queda de 6%. Em relação ao stock aumentou aproximadamente 29 mil m2, situando-se no final de 2009 nos 434.704 m2. De salientar ainda que foi nesta zona que se concretizou a maior operação do ano – 12.200 m2. Seja como for, a dinamização desta zona deve-se à entrada no mercado da primeira das duas Torres de Colombo. Desta forma, é expectável que actividade desta zona decaia substancialmente, depois da conclusão da comercialização da segunda Torre Colombo.

Zona 4 – Zona Histórica
O dinamismo da Zona 4 encontra-se relacionado sobretudo com a entrada no mercado do Edifício da Agência Europeia Marítima e pela sua ocupação, já previamente acordada, o que tem como resultado uma das maiores áreas médias por negócio durante o ano. Desta forma, verificou um crescimento de 51% no take-up de 2009 (19.174 m2) quando comparado com o de 2008 (12.685 m2), enquanto o stock subiu de 446.264 m2 para os 466.264 m2. De frisar que esta zona tem sido pautada por falta de projectos de qualidade, sendo a reabilitação urbana uma aposta fundamental para a sua revitalização, tal como tem vindo a acontecer no Chiado.

Zona 5 – Parque das Nações
No Parque das Nações testemunhou-se a maior queda do mercado de Lisboa, com o Take-Up a cair 94% quando comparado 2008 (85.326 m2) com 2009 (4.798 m2). Este comportamento acabou mesmo por ser o mais baixo dos últimos anos (2008 – 85.326 m2; 2007 – 27.973 m2 e 15.753 m2), sendo que o resultado muito positivo do ano passado encontra-se directamente relacionado com a ocupação do Office Park Expo (62 mil m2) pelo Ministério da Justiça. O principal desafio que o Parque das Nações teve em 2009 e terá em 2010 será em competir com as Torres Colombo e encontrar um compromisso competitivo entre a oferta/procura/preço por m2. Seja como for, prevê-se alguma melhoria do dinamismo desta zona durante os próximos meses.

Zona 6 – Corredor Oeste
No Corredor Oeste, apesar de ter sido a zona com maior actividade em 2009, verificando-se um take-up de 30.296 m2, não deixou de apresentar uma queda de 51% quando analisado os m² colocados em 2008 (61.972 m2). O número de transacções também decaiu de 120 para 87, enquanto o stock teve um aumento marginal, somando no final do ano transacto 857.800 m2. Finalmente, a prime rent praticada nesta zona no ano passado foi de 13 euros/m2/mês. De sublinhar que esta zona destaca-se pelo rácio qualidade/preço, embora a oferta esteja a aumentar consideravelmente face à procura.

Tendências
A actual conjuntura e panorama económico levam a perspectivar a continuação do abrandamento da actividade do mercado e a recuperação (ainda que lenta) no segundo semestre de 2010 o que terá como consequência um fraco dinamismo e um novo ano de reduzida ocupação de escritórios. A renegociação das rendas, a dificuldade de capital inicial para obras de adaptação, a incerteza na estratégia e desenvolvimento da empresa, a tendência das mais variadas entidades para renegociar por mais 6 meses/um ano o espaço onde estão actualmente e a dificuldade de crédito no caso da compra de escritórios, são algumas das tendências que se deverão manter nos primeiros meses de 2010. Paralelamente, os proprietários, principalmente os Fundos de Investimento Imobiliário, têm vindo a salvaguardar mais as suas posições e estão mais exigentes no que diz respeito às garantias bancárias e procuram contratos com o menor risco e os mais longos possíveis.

De destacar ainda a existência de diversas entidades, que têm procurado espaços mais modernos e eficientes, com custos de utilização mais reduzidos, e que pretendem mudar de instalações para áreas mais pequenas de forma a reduzir os custos.
“Seja como for, o sector de escritórios mantém-se como uma aposta válida para os investidores, desde que apostem em produtos diferenciados, sustentáveis, com uma boa localização e que apresentem um bom rácio qualidade/preço”, conclui a Worx.

Fonte: Jornal Oje

Deloitte UK entra no Imobiliário em fusão com a Drivers Jonas

No Reino Unido, a Delloitte entrou no mercado imobiliário com a compra/fusão com uma das mais antigas consultoras imobiliárias do reino unido, 8 no ranking, num negócio onde não haverá fluxos monetários de parte a parte. Os partners da Drivers Jonas’s passarão assim a partners da Drivers Jonas Deloitte com a perspectiva de aumento significativo dos seus rendimentos anuais futuros.
Esta fusão resulta da intenção da Delloite em competir directamente com as companhias dominantes da industria como são a CBRE ou a JLLa Sale.

Veja mais no UK Times Online

REIS CAMPOS ELEITO PRIMEIRO PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DA CONSTRUÇÃO E DO IMOBILIÁRIO

As associações empresariais fundadoras da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), elegeram os seus Órgãos Sociais para o triénio 2010-2012.

Os Órgãos Sociais da CPCI integram, representantes das seguintes associações:

• AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços;
• AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas;
• ANEOP – Associação Nacional dos Empreiteiros de Obras Públicas;
• APEMIP – Associação Portuguesa dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal;
• APPII – Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários;
• APCMC – Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção;
• APPC – Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores
• AÇOMEFER – Associação Portuguesa de Grossista de Aços, Metais e Ferramentas;
• AICOPA – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas dos Açores;
• AIMMP – Associação dos Industriais de Madeiras e Mobiliário de Portugal;
• AIPOR – Associação dos Instaladores de Portugal;
• ANIET – Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora;
• APAE – Associação Portuguesa de Avaliadores de Engenharia;
• APEMETA – Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais;
• APICER – Associação Portuguesa da Industria Cerâmica;
• ASSICOM – Associação dos Industriais da Construção da Madeira.

Tendo por objectivo representar e defender todos os sectores de actividade que convergem na construção, sentando à mesma mesa todos os agentes económicos dos diferentes domínios que contribuem para o produto final, a Confederação reflecte o real peso social e económico da construção e do imobiliário no País.

Importa lembrar que o sector da construção e do imobiliário é fundamental para o crescimento económico, sendo responsável por 18% do PIB e por 49,7% do investimento nacional, assegurando cerca de 800.000 postos de trabalho, o que corresponde a 15% no total do emprego. As actividades abrangidas pela Confederação representam 16% do total de empresas existentes em Portugal, isto é, cerca de 200.000 empresas em actividade.

A Confederação, que integra praticamente todas as associações que constituem a fileira, com a legitimidade e força que estas lhe transmitem, é já um incontornável parceiro social estratégico, pelo que constituirá um relevante instrumento para a sensibilização do poder político para a importância da construção e do imobiliário, para o que esta representa e para o papel que lhe tem de ser reconhecido.

Consulte a Lista dos Órgãos Sociais no documento abaixo:

Fonte: AICCOPN

Mercado de investimento imobiliário com queda de dois dígitos

O mercado português de investimento imobiliário fechou 2009 com uma queda de dois dígitos e nem a venda de uma das Torres Colombo, em Lisboa, por 70 milhões de euros, evitou um desempenho abaixo do registado no ano anterior.

Os dados hoje divulgados pela consultora Jones Lang LaSalle sobre as principais transacções de activos imobiliários em Portugal indicam que houve em 2009 um volume de negócios de 365 milhões de euros, 40% abaixo do verificado em 2008 e 70% abaixo de 2007.

Já a Worx divulgou hoje uma estimativa de que as transacções de investimento em Portugal terão fechado 2009 perto dos 500 milhões de euros, com um decréscimo de 17% na comparação com o ano anterior.

Refira-se que em Dezembro uma outra consultora, a Cushman & Wakefield, havia antecipado para 2009 um volume de transacções em Portugal na ordem dos 430 milhões de euros. “Os investidores estrangeiros estão timidamente de volta ao mercado nacional, estudam algumas oportunidades e acompanham a evolução dos preços”, referiu na altura o director da área de investimento da Cushman & Wakefield, Luís Rocha Antunes.

Segundo a Jones Lang LaSalle, “cerca de 146 milhões de euros foram transaccionados no último trimestre, o mais activo do ano”. A mesma consultora refere que “o segmento mais dinâmico foi o de escritórios, que contabiliza 16 operações e representa 62% do total do volume transaccionado, seguido do segmento industrial com 21%, hotelaria com 9% e, finalmente, o de retalho, normalmente a área mais activa no mercado português, com apenas 8% do volume transaccionado”.

Para 2010, Pedro Lancastre, director do departamento de investimento da Jones Lang LaSalle estima que “o perfil de crescimento do segundo semestre de 2009, embora modesto, se mantenha” “há factores animadores como o regresso dos investidores internacionais, principalmente dos fundos alemães e esperamos que estes “players” possam, nos primeiros meses de 2010, concretizar algumas operações de relevo em Portugal”, aponta Pedro Lancastre.

A Worx, numa nota hoje divulgada, tem uma perspectiva similar, indicando que “o maior dinamismo testemunhado no final de 2009 faz antever que o presente ano, sobretudo, a partir do segundo semestre, registe um aumento das operações de investimento no mercado imobiliário, embora seja difícil atingir os valores recorde de 2006 e 2007”.

O mercado europeu registou uma queda idêntica à do mercado português, tendo as transacções imobiliárias na Europa caído cerca de 40%, para 70 mil milhões de euros. “Em 2010, esperamos novos crescimentos na actividade transaccional, na ordem dos 20%”, comentou Chris Staveley, director da área European Capital Markets da Jones Lang LaSalle.

Fonte: Miguel Prado – Jornal de Negócios

C&W Marketbeat Portugal Outono 2009 – uma radiografia do mercado imobiliário Português

A consultora Cushman & Wakfield publicou a 13ª edição do Marketbeat Portugal – Outono 2009, um estudo semestral que analisa detalhadamente os vários sectores de negócio do mercado imobiliário. De um modo geral o estudo tenta retratar a realidade do mercado e as perspectivas futuras.

Apesar de alguns sinais (ainda que pontuais) do arranque da recuperação económica a incerteza ainda reina na economia mundial e a estabilidade futura dos mercados financeiros deixou há muito ser uma garantia. Desse modo o futuro do mercado imobiliário é hoje difícil de prever dada a sua forte dependência da conjectura global da economia cada vez mais incerta…

Ainda assim, o mercado português de investimento imobiliário parece prometer reanimar num futuro próximo com o aumento da actividade de alguns investidores estrangeiros estudando novas oportunidades e olhando com atenção para a evolução dos preços do imobiliário em Portugal.

Conheça aqui em pormenor o estudo efectuando o download do PDF.

Transacções Imobiliárias na Europa caem 44% no primeiro trimestre de 2009

O Mercado de Investimento Imobiliário continua em queda livre. De acordo com o relatório da CBRE o total dos valores transaccionados em investimentos imobiliários no primeiro trimestre foi de 11,5 Biliões de Euros comparado com os 20,6 Biliões de Euros no último trimestre de 2008.

A CBRE afirmou que a redução do número de transacções efectuadas no mercado imobiliário é também reflexo do colapso do Lehman Brothers’ que ocorreu em Setembro e do seu impacto na confiança dos investidores.

A diminuição da queda da actividade comercial verificada durante este período no Reino Unido (-22% no Q1_09 comparado com -46% no Q4_08) equiparada com a queda na Europa como todo (-44%) é um bom indicador da melhoria da confiança dos investidores neste mercado.

O relatório refere ainda que apesar de o abrandamento da actividade comercial ter sido generalizado e sentido em quase todos os países Europeus nalguns países a mesma cresceu no 1º trimestre de 2009 relativamente ao período anterior. Foram eles a Bélgica, Luxemburgo, Noruega, Roménia e Ucrânia.

Tenha acesso ao relatório aqui.