Tag Archives: Crédito

Critérios de concessão de credito significativamente mais restritivos – BdP

A ultima publicação dos resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito veio confirmar aquilo que já se conhecia quanto às restrições na concessão de credito.

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Os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010.
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Na análise dos fatores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à atividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adoção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais
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A procura de empréstimos por parte de empresas diminuiu ligeiramente face ao trimestre anterior. Essa diminuição terá acontecido essencialmente via diminuição da procura por parte das grandes empresas, enquanto que a procura por parte das PME’s se manteve inalterada. (…) Em sentido contrário, foi reportado o aumento das necessidades de re-estruturação de dívida e a menor capacidade de recurso a fontes de financiamento alternativas por parte das empresas. No segmento dos particulares, a diminuição da procura terá sido mais acentuada, para o que terá contribuído a quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercada da habitação (habitação) e a retração das despesas em bens duradouros (consumo).
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Para o primeiro trimestre de 2011, os bancos preveem a adoção de critérios ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas. Relativamente à procura, os inquiridos antecipam uma ligeira diminuição em todos os segmentos, relativamente mais pronunciada no crédito à habitação.

Não deixe de ler todo o relatório e conhecer em pormenor os resultados do inquérito do ultimo trimestre de 2010.

Fonte: BdPInquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

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Prestação da casa tem pouca margem para voltar a cair

Em Outubro, a prestação vai cair 40 euros. Há cada vez menos espaço para a Euribor continuar a cair e prevê-se uma inversão no início de 2010.

As taxas Euribor continuam a renovar mínimos históricos, o que se tem traduzido numa redução da prestação da casa, embora, nos últimos meses, de forma menos acentuada.

De acordo com os cálculos do Diário Económico, os contratos de crédito à habitação revistos em Outubro vão assistir a mais uma descida de 40 euros. No entanto, tudo indica que não há muito mais espaço para as taxas de juro continuarem a cair, o que significa que as quedas, nos próximos dois meses, poderão ser as últimas.

A expectativa do mercado é que, a partir do início do próximo ano, as taxas Euribor normalizem, ou seja, que a Euribor a três meses – que está nos 0,739% – caminhe para níveis acima da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE) que está em 1%.

“Tudo aponta para uma estabilização da Euribor. Não diria propriamente uma inversão da tendência, embora a taxa possa subir, mas acreditamos que o faça num movimento gradual”, explicou Teresa Gil Pinheiro, economista do BPI.

Também os contratos de futuros da Euribor apontam no mesmo sentido, ou seja, que a queda se mantenha até final de Dezembro mas que suba ligeiramente no próximo ano. Os futuros da Euribor a três meses apontam para que este indexante esteja nos 0,70%, em Dezembro, enquanto que em Março é esperado que se situe nos 0,885%. Acima de 1% só se prevê que aconteça em Junho.

A confirmar-se, os portugueses ainda irão assistir a mais descidas, mas ligeiras e não por muito tempo.

PRESTAÇÃO DA CASA DESCE 40€ EM OUTUBRO

Para já, os contratos, cuja revisão ocorra em Outubro, ainda vão sentir mais uma descida.

Segundo os cálculos do Diário Económico, a prestação da casa que era, até ao momento, de 453,22 euros vai descer para 413,28 euros. Ou seja, uma diferença de 39,94 euros. Isto para o exemplo de um crédito à habitação de 100 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses (cuja média mensal está nos 1,045%), e acrescido de um ‘spread’ de 1%.

Comparativamente ao valor da prestação da casa em Setembro do ano passado (666,58 euros), o encargo mensal desceu mais de 250 euros, uma poupança considerável para muitas famílias portuguesas.

Fonte: Económico
Veja aqui a noticia na fonte.

Conferência “O Financiamento e Garantias no Sector Imobiliário”

Conferencia Vida Imobiliaria Financiamentos e Garantias

A Vida Imobiliária e o Grupo Editorial Vida Económica estão a organizar uma Conferência sobre o tema “O Financiamento e Garantias no Sector Imobiliário”, que terá lugar no dia 25 de Maio de 2009,no Hotel Tiara Atlantic Park, em Lisboa.

Não hesite em garantir a sua presença. Para conhecer mais pormenores do evento veja o ficheiro anexo.

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Bancos já cobram ‘spreads’ acima de 3%

Noticia DN

por PAULA CORDEIRO

Margens cobradas pelos bancos dispararam, com aumentos, em alguns casos, acima de 30%. Novos clientes não beneficiam de taxas de juro historicamente baixas.

Quem for pedir um novo empréstimo à compra de casa dificilmente perceberá que estamos a viver um período de taxas de juro historicamente baixas, sem precedentes.

Os bancos fizeram “disparar” o valor da margem financeira que somam à taxa de juro, o conhecido spread, com agravamentos quase mensais, em alguns casos de mais de 30% e para valores acima dos três pontos percentuais. Resultado: se o cliente não passar na avaliação de risco do banco e só conseguir contratar os spreads máximos ficará a suportar, em alguns bancos, juros acima de 5%. Isto numa altura em que a média da Euribor a seis meses (a taxa de juro mais usada) está nos 1,7%…

Num movimento generalizado entre os cinco maiores bancos, os spreads do crédito à habitação voltaram a ser revistos em Abril, depois de subidas quase mensais nos últimos tempos. E desta vez concretizou-se o que se previa, com algumas instituições a colocarem as margens máximas acima dos três pontos (ver quadro).

E não se pense que são só os spreads para os clientes de maior risco – aqueles que os bancos não querem, de todo, na sua carteira – que aumentam. Também as margens mínimas foram actualizadas, sendo hoje o valor mais baixo os 0,65 pontos percentuais praticados pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), seguida pelos 0,7 pontos do Santander Totta e os 0,8 pontos do Banco BPI. No caso do Banco Espírito Santo (BES), o seu spread mínimo duplicou, passando de 0,55 pontos para 1,1 pontos.

Mas se para muitos portugueses que procuram um novo crédito à habitação estes spreads mínimos são difíceis de alcançar, os bancos argumentam que também as margens máximas são aplicadas a uma ínfima percentagem de clientes. No entanto, estão lá, como forma de convidar o potencial cliente a desistir do empréstimo…

O valor mais alto é aplicado pelo Millennium bcp, com um spread de 3,6 pontos. Segue-se-lhe o BES, com um máximo de 3,3 e a pública CGD, com 3,15 pontos.

Na Caixa, no entanto, este spread é explicado por uma nova forma de avaliação de potenciais clientes a um crédito à habitação. O banco estatal está a aplicar uma nova metodologia de scoring, ou seja, atribuição de uma notação de risco.

Para os clientes classificados com um maior número de pontos favoráveis (dizem ser a maioria), os spreads variam entre 0,65 e 2,05 pontos. No caso dos clientes classificados com um scoring desfavorável, então a margem a aplicar pode chegar aos 3,15 pontos.

Os spreads máximos são igualmente para quem precisa de financiamentos que correspondam à quase totalidade da avaliação da casa, normalmente jovens e casais de recursos mais baixos que não têm dinheiro para a chamada entrada de capital.

Perante a actual crise financeira, com aumento do risco e escassez de liquidez, os bancos raramente financiam a totalidade do crédito solicitado e quando o fazem (mesmo a 90%), aplicam os spreads máximos, especialmente quando não existe fiador.

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C&W garante ’safety net’ com linha de crédito de $50M

A Exor, Holding da família Agnelli que detém 72% da Cushman & Wakefield, disse em comunicado esta quarta-feira, no seguimento do anúncio dos resultados anuais de 2008 e onde se revelaram prejuízos na ordem dos 20.2 milhões de euros, que foi disponibilizada uma linha de crédito de 50 milhões de dólares para a consultora .

“The transaction, which will be finalized shortly, guarantees an interesting return for Exor that reflects market conditions. The purpose of the credit line is to strengthen the financial structure of the subsidiary and also enable it to take advantage of growth opportunities.”

Por seu lado, Robert Rozek, Director do Departamento Financeiro da C&W, afirmou em declarações á Property Week que a consultora está agora mais empenhada no seu “core business” e em reduzir custos ao mesmo tempo que constrói relações com os clientes e que a linha de crédito disponibilizada servirá somente como uma segurança adicional a ser utilizada em caso de necessidade.

“It’s an insurance policy. It’s only there if we need it, and we anticipate we will not need it. We have done a lot of things such as cost cutting but in the event of the economy going off a cliff again, as it did in the fourth quarter of 2008, we wanted something in place.”

Os prejuízos 20.2 milhões de euros em 2008 contrastam assim com os lucros de 48.4 Milhões de euros em 2007.