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Memorando Troika com o Governo Português

Troika
Conheça aqui o Memorando de entendimento da Troika com o Governo Português e saiba quais as implicações no sector imobiliário.

Pode também acompanhar a tradução que o blogue Aventar está a fazer do Memorando em Português. (clique aqui para visitar o Blog Aventar)

Critérios de concessão de credito significativamente mais restritivos – BdP

A ultima publicação dos resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito veio confirmar aquilo que já se conhecia quanto às restrições na concessão de credito.

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Os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010.
(…)
Na análise dos fatores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à atividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adoção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais
(…)
A procura de empréstimos por parte de empresas diminuiu ligeiramente face ao trimestre anterior. Essa diminuição terá acontecido essencialmente via diminuição da procura por parte das grandes empresas, enquanto que a procura por parte das PME’s se manteve inalterada. (…) Em sentido contrário, foi reportado o aumento das necessidades de re-estruturação de dívida e a menor capacidade de recurso a fontes de financiamento alternativas por parte das empresas. No segmento dos particulares, a diminuição da procura terá sido mais acentuada, para o que terá contribuído a quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercada da habitação (habitação) e a retração das despesas em bens duradouros (consumo).
(…)
Para o primeiro trimestre de 2011, os bancos preveem a adoção de critérios ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas. Relativamente à procura, os inquiridos antecipam uma ligeira diminuição em todos os segmentos, relativamente mais pronunciada no crédito à habitação.

Não deixe de ler todo o relatório e conhecer em pormenor os resultados do inquérito do ultimo trimestre de 2010.

Fonte: BdPInquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

Caem as vendas forçadas, afirma o RICS, mas não em Portugal…

A propósito do artigo do Jornal OJE relativamente à queda das vendas forçadas, é importante referir que Portugal foi um dos 3 paises em que essas vendas forçadas não diminuíram, tendo mesmo aumentado para próximo do dobro o numero de imóveis em venda coerciva.

Aqui fica a ligação para o RICS Global Distressed Property Monitor para uma análise mais cuidada por parte dos interessados.

A propósito da descida dos preços da habitação…

Relativamente á noticia do Económico de que os valores das casas usadas desvalorizam 2,4% e 1% nas novas, há, na minha opinião, que referir o seguinte: O Índice Confidencial imobiliário é um índice que reflecte (ou tenta reflectir) todas as variações de preços das habitações registadas pelos mediadores não reflectindo fielmente a verdadeira realidade do mercado onde existem efectivamente transacções com valores muito abaixo daqueles que são divulgados pelos mediadores para publicitação das carteiras de imóveis em venda.Posto isto penso que os valores das casas usadas vão ainda descer muito mais…

Na minha opinião a verdadeira desvalorização já se deu e com variações de valores muito acima dos 2,4% (há até quem fale de valores na ordem dos 2o%). Se o mercado ainda não reflectiu totalmente essas variações é outra coisa. Há duas hipóteses neste momento: ou se assume a desvalorização e se vende hoje pelo preço mais baixo assumindo agora a perca; ou não se assume agora essa perca mantendo ainda o preço acima daquele em que o mercado absorveria “aguardando por melhores dias” o que significa, no limite, uma correcção mais demorada dos preços reais da habitação por meio do aumento da inflação… De qualquer forma a dificuldade de escoar os imóveis aos preços agora praticados é sem a mais pequena duvida uma prova de que o preço da habitação baixou.

Resta no fundo saber se os agentes de mercado preferem assumir agora as suas percas e vender por um preço mais baixo já ou pagar para ver correndo o risco de perder ainda mais pois ninguém sabe se o ciclo descendente já acabou ou está ainda para durar…

Investimento em imobiliário reduziu-se a menos de metade no primeiro semestre

O investimento em activos imobiliários em Portugal ficou nos 150 milhões de euros no primeiro semestre, menos de metade do valor atingido em igual período de 2008, revela a empresa de consultoria e serviços imobiliários Cushman & Wakefield.

Para o segundo semestre, as expectativas apontadas pela consultora são de “franca melhoria”, com o regresso ao mercado dos investidores estrangeiros e o aumento de liquidez dos fundos de investimento imobiliário nacionais.

O estudo Marketbeat, hoje divulgado, defende que “o investimento imobiliário tal como o conhecemos nos últimos anos mudou consideravelmente”, e factores como qualidade do imóvel, sustentabilidade das rendas projectadas, risco de ocupação ou segurança dos contratos “serão cada vez mais importantes nos negócios”.

No primeiro semestre, foram realizados 21 negócios de investimento em activos imobiliários, num volume de pouco mais de 150 milhões de euros, que compara com os 318 milhões de euros transaccionados no mesmo período do ano passado.

Segundo a Cushman & Wakefield, foram mais frequentes os negócios de pequena dimensão, com o valor médio a situar-se nos sete milhões de euros, “consideravelmente inferior” à média dos últimos dez anos, de 20 milhões de euros, uma situação que reflecte a crise do sector.

Também o peso do investimento estrangeiro foi “modesto” em 2009, representando 20 por cento do volume total de transacções.

Maior peso da indústria
No entanto, em linha com o que se verifica em outros países europeus, o segundo trimestre denotou “uma maior actividade por parte dos investidores, ainda que o volume de transacções tenha sido equivalente ao do primeiro trimestre”, refere o estudo.

A consultora salienta que a análise do investimento por sector de actividade retrata “um ano atípico”, com maior peso do sector industrial.

No mercado hoteleiro, apesar da quebra generalizada registada no sector turístico no primeiro semestre, os promotores mantiveram a data de abertura dos hotéis cujos trabalhos já estavam em curso, e para os projectos numa fase inicial a estratégia foi de “repensar e eventualmente adiar”.

Em linha com o esperado, “os responsáveis pelos grandes grupos de hotelaria concentram os seus esforços no reposicionamento dos produtos e dos serviços, suspendendo ou adiando os planos de desenvolvimento e expansão previstos”, defende a Cushman & Wakefield.

No entanto, os especialistas da consultora não deixam de apontar que “a crise que hoje se vive no sector não impediu um ritmo de aberturas equivalente ao que se vem registando nos últimos anos”.

Nos primeiros seis meses do ano, foram inauguradas em Portugal 14 novas unidades hoteleiras, totalizando cerca de dois mil quartos.

Fonte: Publico

Veja aqui a noticia na fonte.

Queda global da economia afecta metade das principais ruas de comercio mundiais

Mais de metade das mais prestigiadas ruas de comercio do mundo têm vindo a ser afectadas pela queda da economia mundial com 54% das 274 ruas avaliadas pela consultora Cushman & Wakefield a ver cair as suas rendas prime. Seis das dez principais ruas de comercio estão localizadas na Europa.

As conclusões do “Cushman & Wakefield’s annual Main Streets Across the World report” representa a maior queda nas rendas relativas ao sector comercial nos últimos 24 anos. Apenas em 18% das localizações as rendas prime cresceram.

O “Main Streets Across the World report” oferece um barómetro global do estado do sector imobiliário comercial e da popularidade das ruas de comercio em 60 países. A maioria das 10 ruas mais caras do mundo viram as suas rendas prime diminuir ou permanecerem iguais á medida que os retalhistas abrandaram a sua expansão. A 5ª Avenida em Nova Iorque continua a ser a rua mais cara e onde os retalhistas poderão esperar ter de pagar 13,027€/m2 de renda anual. Tal configura uma redução de 8.1% face a 2008. A 5ª Avenida tem sido a rua mais cara do mundo há 8 anos consecutivos. A Causeway Bay em Hong Kong e a Av. do Campos Elísios em Paris mantêm a segunda e terceira posição respectivamente.

A maior subida deu-se na Kaufingerstrass em Munique com a entrada para top 10 e com uma subida nas rendas de 7.1%. A Grafton Street em Dublin foi protagonista da maior queda passando de 5º para 8º lugar com uma queda de 22.5% na renda após ter entrado no ano transacto para o top 5 pela primeira vez.

The world’s ten most expensive shopping streets 2009

Rank 09 – Rank 08 – Country – City – Street – EUR/m2/ano – Variação(%)

1 – 1 – US – New York – 5th Avenue – 13,027 – (-8.1%)
2 – 2 – China – Hong Kong – Causeway Bay – 11,687 – (-15.1%)
3 – 3 – France – Paris – Ave des Champs Elysees – 7,732 – 0%
4 – 4 – Italy Milan Via Montenapoleone – 6,800 – 1.5%
5 – 7 – Japan – Tokyo – Ginza – 5,950 – 0%
6 – 6 – UK – London – New Bond Street – 5,885 – 6.9%
7 – 8 – Switzerland – Zurich – Bahnhofstrasse – 5,246 – 0%
8 – 5 – Ireland – Dublin – Grafton Street – 4,356 – (-22.5%)
9 – 12 – Germany – Munich – Kaufingerstrasse – 3,600 – 7.1%
10 – 9 – Australia – Sydney – Pitt Street Mall – 3,436 – (-3.2%)

Fonte: Cushman & Wakefield

Preços do Imobiliário deverão continuar a descer

O BarCap (Barclays Capital) estima que os preços do imobiliário em Portugal continuem a descer em 2010, em linha do que deverá acontecer na Zona Euro. As expectativas do economista-chefe do BarCap, Julian Callow, são que o valor do imobiliário em Portugal desvalorize 4.1% em 2009 e 3,9% em 2010.

Fonte: CI Data

Conheça o documento de reserch do Barclays Capital no link.

Bancos Europeus mais exigentes no financiamento a novos clientes

Cerca de 59% dos bancos europeus não financiam novos clientes, nem estão disponíveis para financiar a compra de imóveis, segundo o estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, realizado a 83 dos maiores bancos europeus. Ainda assim, há bancos que demonstram já alguma disponibilidade para financiar, desde que sejam imóveis prime ou empresas de renome. A consultora revela ainda que dos 22 bancos que financiam novos clientes, muitos têm restrições quanto ao valor emprestado e aos destinatários do financiamento. As condições para obtenção de crédito passam por se ter um histórico de transacções com o banco ou dispor de património líquido.
Metade destas 22 entidades bancárias prefere negócios que envolvam transacções inferiores a 20 milhões de euros, enquanto que as restantes estão disponíveis para financiar a compra de imóveis até aos 55 milhões de euros. Os bancos exigem menor risco nas aquisições, facto que se reflecte na diminuição dos rácios de valor da hipoteca. Segundo Luís Rocha Antunes, Partner e Director do Departamento de Investimento da Cushman & Wakefield em Portugal: “A crise financeira reduziu significativamente o crédito disponível para transacções imobiliárias e alguns dos bancos, que foram demasiado expostos ao mercado imobiliário, não mostram abertura para conceder financiamento a novos negócios. A dinâmica do mercado irá influenciar as tomadas de decisão e os bancos irão financiar bens imobiliários prime, com contratos de arrendamento a longo prazo na Europa Ocidental e outros mercados principais, a empresas de renome.” A falta de financiamento para bens imobiliários contribuiu também para um decréscimo acentuado do número de transacções. O investimento imobiliário desceu 59% em 2008, para 320 mil milhões de euros contra os 773 mil milhões de euros em 2007. Este é o valor mais baixo desde 2004, com um claro decréscimo no investimento por parte de investidores estrangeiros. Segundo a edição Investment Atlas 2009, publicado pela Cushman & Wakefield, o volume de negócios irá descer novamente este ano, para cerca de 300 mil milhões de euros.

Fonte: Vida Imobiliária

Segundo maior proprietário de centros comerciais dos EUA declara falência

16.04.2009 – 11h00

Por : Marlene Carriço – Publico

A General Growth Properties Inc., o segundo maior proprietário de centros comerciais nos Estados Unidos, abriu processo de falência, depois de longos meses a tentar gerir uma dívida superior a 27 mil milhões de dólares (20,4 mil milhões de euros).A General Growth, que possui mais de 200 centros comerciais nos Estados Unidos, procurou a protecção do capítulo 11 da lei de falências em Nova Iorque.

A sociedade contabilizou 29,5 mil milhões de dólares (22,3 mil milhões de euros) em activos e dívidas no valor aproximado de 27,3 mil milhões, o que faz com que esta seja a maior falência imobiliária na história dos Estados Unidos. “Nos últimos meses temos estado a trabalhar incansavelmente para resolver o vencimento da nossa dívida, mas o colapso dos mercados de crédito tornou impossível para a empresa refinanciar a dívida fora do capítulo 11” da lei de falências, disse o chefe-executivo Adam Metz, citado pela Bloomberg.

A empresa, sediada em Chicago, perdeu 81 por cento do seu valor de mercado em seis meses, depois de dizer várias vezes que poderia ter que declarar falência.

Fonte – Publico
Siga o link para ler a noticia na fonte.

Fundo imobiliário do Santander vai vender activos

Os gestores do Banif Imobiliario contrataram a CB Richard Ellis para vender os activos do fundo, em operações faseadas com as quais esperam encaixar mais de três mil milhões de euros.

Este valor representa cerca de 90 por cento do património do fundo antes de ser congelado pelo banco espanhol, noticia hoje o jornal Expansion.

O Santander anunciou em Fevereiro que o fundo imobiliário, o maior do género em Espanha, foi incapaz de resistir aos pedidos de resgate de cerca de 80 por cento dos investidores e pediu ao regulador do mercado espanhol para congelar os pagamentos por um prazo de dois anos.

Sem citar fontes, o Expansión refere que a solução encontrada foi a venda dos activos, que já foi comunicada por carta aos investidores.

O processo deverá durar dois anos, pois os activos serão vendidos de forma faseada, para conseguir a melhor combinação entre celeridade no processo e melhor preço, acrescenta o jornal espanhol.

Fonte: Publico