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Investimento Imobiliário português devolve retorno de 4,2% em 2010

O Investimento Imobiliário português devolveu em 2010 a melhor performance dos últimos três anos com um retorno total de 4.2% segundo o Índice Imobiliário Anual Português Imométrica/IPD.

A performance positiva observada durante 2010 veio interromper um período de dois anos com quebras no retorno do investimento em imobiliário mantendo-se contudo ainda bastante abaixo dos retornos de “2 dígitos” observados entre 2004 e 2007.

O retorno total de 4.2% continua a compreender um retorno negativo de -1.5% na componente de valorização de capital e uma participação da componente de rendimento (Rendas) de 5.8%.
Em 2008 e 2009 o valor decresceu -3.3% e -5.6% respectivamente. Esta quebra deveu-se essencialmente a uma quebra nas rendas -0.8%, enquanto as yields se comprimiram em 10 pontos base para valores médios na ordem dos 7.2%.

Retorno por sectores
O sector industrial registou o melhor retorno a nivel sectorial com 6.1% tendo sido o único sector a registar um valor positivo da componente de valorização de capital (0.7%).
Retalho e escritórios devolveram 3.9% e 3.5% respectivamente e ainda que a desvalorização da componente de capital tenha sido inferior à registada nos últimos dois anos, certo é que ambos continuam a registar performances negativas com -2.2% no sector de retalho e -1.6% no sector de escritórios.
Todos os sectores melhoraram a sua performance relativamente ao ultimo ano com o retalho a liderar com uma melhoria da performance total do sector de -2.8% em 2009 para 3.9% em 2010.

Para mais informação siga o link e consulte toda a informação no site do IPD.

Fonte: IPD

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EUROSTAT publica estudo sobre condições de habitabilidade na UE

Segundo o EUROSTAT, em 2009, 30 milhões de europeus ainda sofriam de falta de espaço e de fracas condições de habitabilidade.

Em 2009, 6.0% da população europeia sofria de “severe housing deprivation” (ver nota metodológica no estudo).

Os problemas mais frequentes prenderam-se com ruido envolvente (22.2%), sobrelotação (17.8%) e poluição, criminalidade e/ou outros problemas ambientais (16.5%). Para além disso, 12.2% da população europeia vivia em agregados habitacionais sujeitos a elevados custos com habitação (situação onde o custo total com habitação é superior a 40% do rendimento total do agregado).

Segundo o estudo, Portugal ainda se encontra abaixo da média europeia (UE27) no que respeita à % de habitações sem sanitários no interior ou sem banheira ou chuveiro.

O estudo também adianta que, em 2009, 73.5% da População Europeia residia em habitação própria e 36.9% dos proprietários tinha uma hipoteca ou empréstimo sobre a sua casa. Em todos os países mais de 50% da população tem casa própria com valores que variam entre 57.5% na Austria até 96.5% na Roménia. Na Roménia apenas 1.2% dos proprietários tem um credito para habitação, seguido da Eslováquia com 8.0%, Polónia com 8.3% e Eslóvenia com 8.5%. No lado oposto surgem a Suecia, Dinamarca e Islandia com mais de 80% dos proprietários com hipotecas.

Nos arrendatários (26.5% da População da UE-27), 49.1% pagavam rendas a preço de mercado e 50.9% pagavam rendas abaixo do preço de mercado ou simplesmente não pagavam nada. Ao nivel dos paises, num estremo encontravam-se Malta e a Polónia com menos de 20% dos inquilinos a pagar rendas de mercado e no outro extremo a Dinamarca e a Holanda com mais de 95% dos arrendatários a pagar rendas ao preço de mercado.

Na figura abaixo encontram-se os gráficos para Portugal em comparação com as médias europeias.

Conheça aqui o estudo em pormenor do EUROSTAT sobre as condições da habitação nos paises europeus ou siga o link para aceder à totalidade das bases de dados e estatísticas que lhe serviram de base.

Critérios de concessão de credito significativamente mais restritivos – BdP

A ultima publicação dos resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito veio confirmar aquilo que já se conhecia quanto às restrições na concessão de credito.

(…)
Os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010.
(…)
Na análise dos fatores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à atividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adoção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais
(…)
A procura de empréstimos por parte de empresas diminuiu ligeiramente face ao trimestre anterior. Essa diminuição terá acontecido essencialmente via diminuição da procura por parte das grandes empresas, enquanto que a procura por parte das PME’s se manteve inalterada. (…) Em sentido contrário, foi reportado o aumento das necessidades de re-estruturação de dívida e a menor capacidade de recurso a fontes de financiamento alternativas por parte das empresas. No segmento dos particulares, a diminuição da procura terá sido mais acentuada, para o que terá contribuído a quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercada da habitação (habitação) e a retração das despesas em bens duradouros (consumo).
(…)
Para o primeiro trimestre de 2011, os bancos preveem a adoção de critérios ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas. Relativamente à procura, os inquiridos antecipam uma ligeira diminuição em todos os segmentos, relativamente mais pronunciada no crédito à habitação.

Não deixe de ler todo o relatório e conhecer em pormenor os resultados do inquérito do ultimo trimestre de 2010.

Fonte: BdPInquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

RICS PHMS de Novembro revela que o sentimento sobre preços permanence fraco


Estas são as principais conclusões do RICS Portuguese Housing Market Survey de Novembro:

  • Mais pressão para queda de preços, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve
  • O interesse dos clientes desce, enquanto aumentam as novas angariações para venda
  • Fracas expectativas de curto prazo quanto a vendas a preços em todas as regiões

Nos últimos três meses, segundo o portuguese housing market Survey do mês de Novembro, um número crescente de empresas verificou quedas em vez de aumentos de preços. Tal foi especialmente sentido na Área metropolitana de lisboa e no Algarve, sendo que na Área metropolitana do porto o sentimento de mercado estabilizou. A fraca expectativa relativamente aos preços continua a ser alimentada pela maior oferta e menor procura.

O inquérito indica que as consultas por potenciais clientes diminuíram a um ritmo mais rápido que o verificado no mês anterior.
Já as novas angariações continuaram a aumentar, embora de forma ligeiramente mais fraca que no mês passado.
As empresas que participam no inquérito tornaram-se cada vez mais pessimistas acerca das perspectivas a curto prazo para os
preços e vendas e os dados mostram que tal é essencialmente sentido pelos agentes. Relativamente a perspectivas de preços
de curto prazo, as empresas permanecem altamente pessimistas nas três regiões abrangidas pela pesquisa. No entanto um sinal
de encorajamento é o facto das empresas algarvias se mostrarem ligeiramente mais optimistas que no mês passado.

Sobre o Portuguese Housing Market survey
O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci – Confidencial Imobiliário e o RICS. O seu objectivo é dotar o mercado residencial português de um Índice de Confiança e de expectativas, preenchendo a actual lacuna no acervo estatístico sobre esse sector. Este inquérito assenta num painel de empresas de promoção e mediação imobiliária e cobre as regiões metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve. o PHMS encontra paralelismo com outros inquéritos que o RICS realiza noutros países, pelo que gerará resultados comparáveis internacionalmente.

Fonte: CI-Iberica

Conheça aqui em pormenor o Relatório de Novembro do RICS PHMS.

Construção prossegue tendência descendente no 2º Trimestre de 2010 – INE

Construção prossegue tendência descendente
No 2º trimestre de 2010 foram licenciados 7,1 mil edifícios e concluídos 10,2 mil edifícios, valores que representam variações anuais de -12,9% e 3,7%, respectivamente. Estes resultados indicam que a trajectória descendente observada nos últimos trimestres se mantém, embora com uma menor amplitude nas variações negativas.
Por comparação com o trimestre anterior, o número de edifícios licenciados registou um aumento de 1,5%, enquanto que nos edifícios concluídos, os dados estimados apontam para uma quebra de 4,0%.

Fonte: INE

Conheça em detalhe, no documento abaixo as informações divulgadas pelo INE em boletim informativo.

Boletim Informativo INE – Construção: Obras licenciadas e concluídas – 2º Trimestre de 2010

Para mais informação relacionada com o Licenciamento de Obras e com a Conclusão de Obras, consulte a Base de Dados do Portal do INE, onde se encontra disponível mais informação relativa ao Licenciamento de Obras.

Tempo de absorção quase duplica num ano – Estatísticas CI para a AM Lisboa

As mais recentes estatísticas habitacionais Confidencial Imobiliário (Ci) | LardoceLar.com revelam que os tempos de absorção (i.e. o tempo que medeia a entrada e a saída dos imóveis da base de dados) de fogos da base de dados LardoceLar.com aumentaram significativamente nos últimos doze meses na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa). Os dados referentes ao 1º trimestre de 2010 para esta região evidenciam que os fogos novos demoram cerca de 18 meses a ser absorvidos, enquanto que, no caso dos usados, essa demora é de 17 meses.

Estes são tempos bastante mais elevados que os 12 e 10 meses, respectivamente para os segmentos novo e usado, que se verificavam em igual período do ano passado. Se compararmos com os primeiros trimestres dos dois anos precedentes (2007 e 2008), este diferencial é bastante mais acentuado, já que, nestes períodos, os tempos de absorção eram de 7 meses nos novos e 9 meses nos usados.

Em termos de concelhos, na Margem Norte do Tejo, Cascais regista os maiores tempos de absorção em ambos os segmentos (21 meses nos novos e 20 nos usados), enquanto que Loures se situa no ponto oposto (com 14 meses nos novos e 15 nos usados). Quanto à Margem Sul do Tejo, concentra os maiores e os menores tempos de absorção de toda a região Metropolitana, sendo em Palmela que se observam os valores mais extremados (29 meses para os novos e 23 para os usados), em contraponto com a Moita, onde tais intervalos de tempo são menores (11 meses para os novos e 10 para os usados).

Quanto à dinâmica da base de dados, o fluxo de entrada de imóveis foi inferior ao fluxo de saída no 1º trimestre de 2010, sendo esta uma realidade comum para todos os concelhos da AM Lisboa. Em termos médios, por concelho, entraram cerca de 1.000 imóveis na base de dados nos primeiros três meses deste ano, tendo saído da mesma em igual período aproximadamente 1.500 fogos. Esta é uma situação aparentemente favorável à absorção, tendo contudo que considerar-se que algumas destas saídas poderão são apenas desistências da oferta.

(…)

Fonte: CI – Confidencial Imobiliário

INE divulga aumento marginal do valor médio de Avaliação Bancária de Habitação

Em Abril de 2010, o valor médio de avaliação bancária1 de habitação no total do País aumentou 0,1% face a Março, correspondendo a um valor médio de avaliação de 1173 euros/ m2. A variação homóloga registada foi de 3,6%. A área metropolitana de Lisboa apresentou uma variação em cadeia nula enquanto na do Porto esta variação foi de -0,2%.

Fonte INE.

Conheça os números do INE com mais pormenor no link.

INE regista aumento do valor médio de Avaliação Bancária de Habitação

Em Janeiro de 2010, o valor médio de avaliação bancária de habitação no total do País, fixou-se em 1189 euros/m2, correspondendo a um aumento de 1,3% face a Dezembro de 2009 e a uma variação homóloga de 4,9%. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, as variações em cadeia foram de, respectivamente, 0,8% e 1,5%.

Em todas as regiões NUTS II do País, exceptuando o Algarve que registou um decréscimo de 0,5%, verificaram-se variações em cadeia positivas, com destaque para a Região Autónoma dos Açores com um aumento de 3,6%. Em termos homólogos, a variação foi positiva em todas as regiões, sendo que os maiores aumentos se verificaram na Região Autónoma dos Açores 8,4%, e na região do Norte 6,2%.

Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os valores médios de avaliação bancária registaram variações em cadeia e homólogas positivas.
O valor médio da Área Metropolitana de Lisboa situou-se em 1447 euros/m2, correspondendo a um aumento de 0,8%, em cadeia, e de 3,1% em termos homólogos. Na Área Metropolitana do Porto este valor foi de 1136 euros/m2, aumentando 1,5%, face a Dezembro de 2009, e 5,0% em termos homólogos.
Os valores registados na Área Metropolitana de Lisboa foram, no entanto, quer para o total de habitação, quer para apartamentos e moradias,
superiores aos valores médios de avaliação observados para o País. Na Área Metropolitana do Porto, apenas os valores de avaliação das moradias se situaram acima da média do Total do País.
Os concelhos de Lisboa e do Porto mantiveram, em Janeiro de 2010, os valores médios de avaliação bancária de alojamentos mais elevados das Áreas Metropolitanas a que pertencem, com 2039 euros/m2 e 1452 euros/m2, respectivamente.

Veja mais informação produzida pelo INE aqui.

Estatisticas CI para Área Metropolitana de Lisboa.

Procura de Fogos Novos na AM Lisboa em 1.869 /m2

Conforme demonstram as estatísticas Confidencial Imobiliário / LardoceLar.com, na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa), durante o 3º trimestre de 2009, a procura habitacional relativa ao segmento de fogos novos dirigiu-se para alojamentos cujo valor médio foi de 1.869 €/m2. Este montante ficou aquém do valor médio da oferta disponível, encontrando-se 3,4% abaixo do valor médio do stock em oferta, que foi de 1.934€/m2. Os concelhos de Lisboa, Seixal, Cascais e Vila Franca de Xira perfazem metade da procura de fogos novos da área metropolitana.

Com o concelho de Lisboa a deter a maior fatia da procura, com cerca de 17%. No período em análise o stock de alojamentos em oferta, na AM Lisboa, é constituído por 28% de fogos do segmento de novos. Esta percentagem cresce quando se analisa a procura de alojamentos, sendo a taxa de procura de fogos novos de 7%, enquanto que nos usados foi de 4%.

Análise da Procura

O valor médio dos fogos em procura excede os 2.100 €/m2 em três concelhos da área metropolitana, que correspondem a Lisboa, Oeiras e Cascais. Com o valor médio mais elevado encontrando-se em Lisboa, destacando-se a freguesia de S. Sebastião da Pedreira, pois representa 7% da procura com um valor médio de 3.267 €/m2, sendo a segunda maior concentração da procura de alojamentos novos de Lisboa. Em primeiro lugar está a freguesia de Santa Maria dos Olivais (em Lisboa), cabendo-lhe 10% da procura de fogos novos, com um valor médio de 2.755 €/m2.

Ainda no concelho de Lisboa, salientam-se as freguesias de S. Mamede, Prazeres, Lapa e Encarnação, que no seu conjunto representam cerca de 8% da procura de fogos novos, distinguem-se pelo facto de registarem valores médios superiores a 3.720 €/m2.

No segmento de mercado da gama mais baixa, com valores médios dos alojamentos novos compreendidos no intervalo de 2.000 €/m2 a 2.500 €/m2, está 23% da procura do concelho de Lisboa. Com especial destaque para as freguesias de Benfica e Lumiar que de forma agregada representam 12% desta procura.

Fonte: Confidencial Imobiliário via Jornal de Negócios

Habitação em Portugal desvaloriza 1,8% em termos homólogos

O Índice Confidencial Imobiliário, indicador da variação do valor da habitação em oferta no Continente, continuou com a tendência de decréscimo verificada durante o ultimo o ano, atingindo cerca de -1,8%.

A taxa de valorização média anual registou uma desaceleração para os 1,7% em Setembro depois de ter iniciado o ano nos, tendo iniciado o ano de 2009 nos 4,1%.

Em termos mensais, a performance do Índice Confidencial Imobiliário tem sido mais irregular, sendo marcado pela oscilação entre valorizações e desvalorizações, embora num intervalo de valores reduzido (0,5% de máxima e -0,5% de mínima). Os dois últimos meses são disso exemplo, já que, após uma desvalorização mensal de 0,3% em Agosto, o Índice voltou a valorizar em Setembro, na ordem dos 0,3%.

No que respeita a segmentação por estado de uso, embora a nota seja de desaceleração tanto em nos novos como em usados, tendo estes últimos vindo a registar uma desvalorização mais acentuada, com uma variação homóloga de -2,6% em Setembro em comparação com -0.8% no caso dos alojamentos novos.

Na Área Metropolitana do Porto (AM Porto), nos últimos três meses o Índice decresceu, atingindo uma variação homóloga de -2,6%. Já em termos de segmentos por estado de uso, o comportamento é oposto ao do mercado nacional, já que os fogos novos na AM Porto registaram uma desvalorização mais acentuada (-4,0% de variação homóloga contra -1,3% nos fogos usados).

Fonte: CI-Data