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Critérios de concessão de credito significativamente mais restritivos – BdP

A ultima publicação dos resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito veio confirmar aquilo que já se conhecia quanto às restrições na concessão de credito.

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Os critérios de concessão de empréstimos às sociedades não financeiras tornaram-se significativamente mais restritivos no quarto trimestre de 2010.
(…)
Na análise dos fatores que mais contribuíram para o aumento da restritividade da política de concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares, destaca-se a importância dada à deterioração das expectativas quanto à atividade económica em geral. Em segundo lugar, foi reportada a deterioração das condições de financiamento e restrições de balanço, bem como da posição de liquidez dos bancos. A adoção de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido, sobretudo, em spreads mais elevados, tanto nos empréstimos de médio como de alto risco e, pontualmente, no aumento da exigência de outras condições contratuais
(…)
A procura de empréstimos por parte de empresas diminuiu ligeiramente face ao trimestre anterior. Essa diminuição terá acontecido essencialmente via diminuição da procura por parte das grandes empresas, enquanto que a procura por parte das PME’s se manteve inalterada. (…) Em sentido contrário, foi reportado o aumento das necessidades de re-estruturação de dívida e a menor capacidade de recurso a fontes de financiamento alternativas por parte das empresas. No segmento dos particulares, a diminuição da procura terá sido mais acentuada, para o que terá contribuído a quebra da confiança dos consumidores (no caso da habitação e consumo), a deterioração das expectativas para o mercada da habitação (habitação) e a retração das despesas em bens duradouros (consumo).
(…)
Para o primeiro trimestre de 2011, os bancos preveem a adoção de critérios ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas. Relativamente à procura, os inquiridos antecipam uma ligeira diminuição em todos os segmentos, relativamente mais pronunciada no crédito à habitação.

Não deixe de ler todo o relatório e conhecer em pormenor os resultados do inquérito do ultimo trimestre de 2010.

Fonte: BdPInquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

RICS PHMS de Novembro revela que o sentimento sobre preços permanence fraco


Estas são as principais conclusões do RICS Portuguese Housing Market Survey de Novembro:

  • Mais pressão para queda de preços, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve
  • O interesse dos clientes desce, enquanto aumentam as novas angariações para venda
  • Fracas expectativas de curto prazo quanto a vendas a preços em todas as regiões

Nos últimos três meses, segundo o portuguese housing market Survey do mês de Novembro, um número crescente de empresas verificou quedas em vez de aumentos de preços. Tal foi especialmente sentido na Área metropolitana de lisboa e no Algarve, sendo que na Área metropolitana do porto o sentimento de mercado estabilizou. A fraca expectativa relativamente aos preços continua a ser alimentada pela maior oferta e menor procura.

O inquérito indica que as consultas por potenciais clientes diminuíram a um ritmo mais rápido que o verificado no mês anterior.
Já as novas angariações continuaram a aumentar, embora de forma ligeiramente mais fraca que no mês passado.
As empresas que participam no inquérito tornaram-se cada vez mais pessimistas acerca das perspectivas a curto prazo para os
preços e vendas e os dados mostram que tal é essencialmente sentido pelos agentes. Relativamente a perspectivas de preços
de curto prazo, as empresas permanecem altamente pessimistas nas três regiões abrangidas pela pesquisa. No entanto um sinal
de encorajamento é o facto das empresas algarvias se mostrarem ligeiramente mais optimistas que no mês passado.

Sobre o Portuguese Housing Market survey
O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci – Confidencial Imobiliário e o RICS. O seu objectivo é dotar o mercado residencial português de um Índice de Confiança e de expectativas, preenchendo a actual lacuna no acervo estatístico sobre esse sector. Este inquérito assenta num painel de empresas de promoção e mediação imobiliária e cobre as regiões metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve. o PHMS encontra paralelismo com outros inquéritos que o RICS realiza noutros países, pelo que gerará resultados comparáveis internacionalmente.

Fonte: CI-Iberica

Conheça aqui em pormenor o Relatório de Novembro do RICS PHMS.

Protagonistas do maior negócio imobiliário dos EUA cedem à dívida

A Tishman Speyer Properties e a BlackRock, que em 2006 protagonizaram a maior aquisição de sempre de um complexo imobiliário nos Estados Unidos da América, não resistiram à pesada dívida e acabam de decidir entregar aos credores e outros potenciais investidores os 56 edifícios de Peter Cooper Village e de Stuyvesant Town, em Nova Iorque.

A aquisição do complexo com 56 edifícios, cuja primeira construção data de 1947, foi feita em 2006, por 5,4 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros ao câmbio actual), que foi o preço mais alto na história do mercado residencial norte-americano.

Só que com as rendas em queda em Nova Iorque e as dificuldades que ainda existem no mercado financeiro, os proprietários deste complexo não conseguiram reestruturar a dívida de 4,4 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) que foi contraída para ajudar a pagar a aquisição de 2006.

O “The Wall Street Journal” escreve hoje que há vários interessados na compra dos edifícios dos bairros Peter Cooper Village e Stuyvesant Town. Um dos potenciais investidores é a CW Capital, em representação de investidores que detêm hipotecas no valor de 3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros). Outra hipótese seria os milhares de inquilinos daquele complexo avançarem para a compra das suas casas.

Um advogado da Morrison & Foerster citado pelo jornal americano indica que a questão do momento é “quem ficará com as chaves a troco de que nível de dívida”. Aparentemente, diz o “The Wall Street Journal”, já haverá um entendimento entre o consórcio da Tishman e a CW Capital para a transacção.

Criado há mais de 50 anos pela seguradora Metropolitan Life Insurance para albergar americanos que participaram na 2ª Guerra Mundial, o mega-empreendimento conta com 11 mil apartamentos e espaços comuns no centro de Manhattan.

Embora durante muito tempo as rendas tenham estado protegidas pelas autoridades locais, nos últimos anos abriu-se a possibilidade de praticar rendas de mercado naquele complexo. Era essa a expectativa da Tishman Speyer Properties. Mas o mercado deu uma volta. Só no ano passado as rendas residenciais em Nova Iorque caíram 5,6%, de acordo com a empresa Reis Inc, citada pelo “The Wall Street Journal”.

Fonte: Miguel Prado – Jornal de Negócios

Bancos Europeus mais exigentes no financiamento a novos clientes

Cerca de 59% dos bancos europeus não financiam novos clientes, nem estão disponíveis para financiar a compra de imóveis, segundo o estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, realizado a 83 dos maiores bancos europeus. Ainda assim, há bancos que demonstram já alguma disponibilidade para financiar, desde que sejam imóveis prime ou empresas de renome. A consultora revela ainda que dos 22 bancos que financiam novos clientes, muitos têm restrições quanto ao valor emprestado e aos destinatários do financiamento. As condições para obtenção de crédito passam por se ter um histórico de transacções com o banco ou dispor de património líquido.
Metade destas 22 entidades bancárias prefere negócios que envolvam transacções inferiores a 20 milhões de euros, enquanto que as restantes estão disponíveis para financiar a compra de imóveis até aos 55 milhões de euros. Os bancos exigem menor risco nas aquisições, facto que se reflecte na diminuição dos rácios de valor da hipoteca. Segundo Luís Rocha Antunes, Partner e Director do Departamento de Investimento da Cushman & Wakefield em Portugal: “A crise financeira reduziu significativamente o crédito disponível para transacções imobiliárias e alguns dos bancos, que foram demasiado expostos ao mercado imobiliário, não mostram abertura para conceder financiamento a novos negócios. A dinâmica do mercado irá influenciar as tomadas de decisão e os bancos irão financiar bens imobiliários prime, com contratos de arrendamento a longo prazo na Europa Ocidental e outros mercados principais, a empresas de renome.” A falta de financiamento para bens imobiliários contribuiu também para um decréscimo acentuado do número de transacções. O investimento imobiliário desceu 59% em 2008, para 320 mil milhões de euros contra os 773 mil milhões de euros em 2007. Este é o valor mais baixo desde 2004, com um claro decréscimo no investimento por parte de investidores estrangeiros. Segundo a edição Investment Atlas 2009, publicado pela Cushman & Wakefield, o volume de negócios irá descer novamente este ano, para cerca de 300 mil milhões de euros.

Fonte: Vida Imobiliária

Crise afecta volume de Investimento Europeu em Shoppings

Noticia Vida Imobiliária

16/04/2009
Projectos de novos centros comerciais adiados devido à crise
A consultora imobiliária Cushman & Wakefield revelou que mais de 7 milhões de m2 de centros comerciais em projecto na Europa foram cancelados ou adiados devido à actual crise económica. A acrescentar a esta situação está a pouca confiança dos consumidores e promotores e a maior dificuldade na obtenção de crédito. O estudo European Shopping Centre Development diz ainda que este ano serão abertos cerca de 10 milhões de m2 em centros comerciais, um valor inferior em 40% em relação ao previsto em Julho de 2008. “Isto representa a menor taxa de expansão desde 2005 e o fim de cinco anos consecutivos de crescimento na promoção de centros comerciais”.
Em 2008 registou-se uma abertura recorde em novos centros comerciais na Europa, especialmente na Rússia, que foi o país com maior ABL, com mais de 9 milhões de metros quadrados distribuídos por 310 projectos. Neste ranking seguiu-se a Turquia, Reino Unido, Espanha e Roménia. O Reino Unido foi o país do ocidente da Europa mais activo neste sector com entrada de cerca de 840 mil metros quadrados de novos centros comerciais em 2008. Segundo Marta Leote, Associate e Directora de Research & Consulting da Cushman & Wakefield, “Neste clima, os promotores, retalhistas e governos locais dispõem de mais tempo para analisar a actual situação e, por exemplo, considerar se a oferta existente é suficiente em algumas cidades e o impacto que teriam eventuais novos empreendimentos de grande dimensão. Para além disso esta pausa permitirá aos conjuntos comerciais existentes uma maior consolidação na hierarquia do mercado local”.

Veja aqui a noticia na fonte.

Conheça também o estudo da Consultora C&W em completo aqui.

Segundo maior proprietário de centros comerciais dos EUA declara falência

16.04.2009 – 11h00

Por : Marlene Carriço – Publico

A General Growth Properties Inc., o segundo maior proprietário de centros comerciais nos Estados Unidos, abriu processo de falência, depois de longos meses a tentar gerir uma dívida superior a 27 mil milhões de dólares (20,4 mil milhões de euros).A General Growth, que possui mais de 200 centros comerciais nos Estados Unidos, procurou a protecção do capítulo 11 da lei de falências em Nova Iorque.

A sociedade contabilizou 29,5 mil milhões de dólares (22,3 mil milhões de euros) em activos e dívidas no valor aproximado de 27,3 mil milhões, o que faz com que esta seja a maior falência imobiliária na história dos Estados Unidos. “Nos últimos meses temos estado a trabalhar incansavelmente para resolver o vencimento da nossa dívida, mas o colapso dos mercados de crédito tornou impossível para a empresa refinanciar a dívida fora do capítulo 11” da lei de falências, disse o chefe-executivo Adam Metz, citado pela Bloomberg.

A empresa, sediada em Chicago, perdeu 81 por cento do seu valor de mercado em seis meses, depois de dizer várias vezes que poderia ter que declarar falência.

Fonte – Publico
Siga o link para ler a noticia na fonte.

Transacções Imobiliárias na Europa caem 44% no primeiro trimestre de 2009

O Mercado de Investimento Imobiliário continua em queda livre. De acordo com o relatório da CBRE o total dos valores transaccionados em investimentos imobiliários no primeiro trimestre foi de 11,5 Biliões de Euros comparado com os 20,6 Biliões de Euros no último trimestre de 2008.

A CBRE afirmou que a redução do número de transacções efectuadas no mercado imobiliário é também reflexo do colapso do Lehman Brothers’ que ocorreu em Setembro e do seu impacto na confiança dos investidores.

A diminuição da queda da actividade comercial verificada durante este período no Reino Unido (-22% no Q1_09 comparado com -46% no Q4_08) equiparada com a queda na Europa como todo (-44%) é um bom indicador da melhoria da confiança dos investidores neste mercado.

O relatório refere ainda que apesar de o abrandamento da actividade comercial ter sido generalizado e sentido em quase todos os países Europeus nalguns países a mesma cresceu no 1º trimestre de 2009 relativamente ao período anterior. Foram eles a Bélgica, Luxemburgo, Noruega, Roménia e Ucrânia.

Tenha acesso ao relatório aqui.

Retorno do investimento imobiliário em Portugal fica pela primeira vez abaixo dos dois dígitos

Retorno do investimento imobiliário em Portugal fica pela primeira vez abaixo dos dois dígitos
O retorno do investimento imobiliário institucional no mercado português, medido pelo índice IPD, fechou 2008 com uma taxa de 2,6%, um valor que compara com 12,2% em 2007 e que fica pela primeira vez desde o lançamento do índice (no ano 2000) abaixo dos dois dígitos (10%).

O retorno do investimento imobiliário institucional no mercado português, medido pelo índice IPD, fechou 2008 com uma taxa de 2,6%, um valor que compara com 12,2% em 2007 e que fica pela primeira vez desde o lançamento do índice (no ano 2000) abaixo dos dois dígitos (10%).

Mesmo assim, a IPD, uma plataforma internacional de informação estatística do imobiliário, diz que Portugal teve um desempenho bastante melhor que o mercado de capitais, lembrando que o PSI-20 no ano passado desvalorizou 49,6%. Todavia, o retorno apresentado pelo investimento imobiliário institucional (contemplando imóveis como centros comerciais, edifícios de escritórios e espaços industriais) em Portugal ficou aquém dos retornos proporcionados por títulos como as obrigações.

“O retalho, que tem sido o mercado de melhor desempenho nos últimos oito anos, gerou em 2008, o pior retorno total, com apenas 80 pontos base, comparáveis com os 14,8% de 2007. Pelo contrário, os escritórios deram 4,7% [de taxa de retorno do investimento] e o industrial, que registou os retornos mais elevados do ano, atingiu 4,9%”, informou a IPD em comunicado.

Nos três segmentos-chave, a descida nos valores de capital, gerada pelo aumento das ‘yields’, justificou a performance do mercado imobiliário português, refere ainda a IPD.

“Os retornos no mercado português são coerentes com as expectativas, bem como com o padrão de desempenhos de outros mercados imobiliários do Continente [europeu], alimentados pelo crescimento generalizado das ‘yields’, que por sua vez colocou uma pressão negativa nas valorizações [dos activos]”, comentou o director geral da IPD em Portugal, Luís Pedro Francisco.

Fonte:Jornal de Negócios