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EUROSTAT publica estudo sobre condições de habitabilidade na UE

Segundo o EUROSTAT, em 2009, 30 milhões de europeus ainda sofriam de falta de espaço e de fracas condições de habitabilidade.

Em 2009, 6.0% da população europeia sofria de “severe housing deprivation” (ver nota metodológica no estudo).

Os problemas mais frequentes prenderam-se com ruido envolvente (22.2%), sobrelotação (17.8%) e poluição, criminalidade e/ou outros problemas ambientais (16.5%). Para além disso, 12.2% da população europeia vivia em agregados habitacionais sujeitos a elevados custos com habitação (situação onde o custo total com habitação é superior a 40% do rendimento total do agregado).

Segundo o estudo, Portugal ainda se encontra abaixo da média europeia (UE27) no que respeita à % de habitações sem sanitários no interior ou sem banheira ou chuveiro.

O estudo também adianta que, em 2009, 73.5% da População Europeia residia em habitação própria e 36.9% dos proprietários tinha uma hipoteca ou empréstimo sobre a sua casa. Em todos os países mais de 50% da população tem casa própria com valores que variam entre 57.5% na Austria até 96.5% na Roménia. Na Roménia apenas 1.2% dos proprietários tem um credito para habitação, seguido da Eslováquia com 8.0%, Polónia com 8.3% e Eslóvenia com 8.5%. No lado oposto surgem a Suecia, Dinamarca e Islandia com mais de 80% dos proprietários com hipotecas.

Nos arrendatários (26.5% da População da UE-27), 49.1% pagavam rendas a preço de mercado e 50.9% pagavam rendas abaixo do preço de mercado ou simplesmente não pagavam nada. Ao nivel dos paises, num estremo encontravam-se Malta e a Polónia com menos de 20% dos inquilinos a pagar rendas de mercado e no outro extremo a Dinamarca e a Holanda com mais de 95% dos arrendatários a pagar rendas ao preço de mercado.

Na figura abaixo encontram-se os gráficos para Portugal em comparação com as médias europeias.

Conheça aqui o estudo em pormenor do EUROSTAT sobre as condições da habitação nos paises europeus ou siga o link para aceder à totalidade das bases de dados e estatísticas que lhe serviram de base.

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Rendas em espaços industriais descem 5,5% em todo o mundo ao longo do ano 2009

A consultora internacional C&W, publicou recentemente o seu relatório anual de research “Industrial Space Across the World“ onde analiza o panorama do mercado imobiliário industrial mundial.

Seguem-se alguns excertos da noticia do jornal Oje e que resume as principais conclusões do estudo.

Espaços industriais com rendas em queda, afirma a Cushman & Wakefield(…)
A redução global da procura de bens levou a uma redução generalizada das rendas dos espaços industriais. A América do Sul foi a geografia mais resistente, enquanto a Ásia revelou quebras elevadas. O estudo “Industrial Space Across the World 2010”, publicado anualmente pela consultora imobiliária global Cushman & Wakefield (C&W), indica que as rendas dos espaços industriais desceram uma média de 5,5% em 2009, reflectindo a diminuição da procura de bens por parte dos consumidores durante a recessão económica. Pela primeira vez, nos 15 anos de história deste estudo, verificou-se uma compressão do valor das rendas em todas as regiões.
(…)
No ranking das 49 localizações mais caras do mundo, a zona do aeroporto de Heathrow em Londres continua a ser a localização industrial mais cara do mundo, com o custo de ocupação anual de cada metro quadrado de espaço industrial a alcançar os 200 euros, cerca de um terço mais que o segundo lugar, a cidade de Tóquio, no Japão, que atingiu os 152 euros. Na terceira posição encontra-se Hong Kong com 146 euros anuais por metro quadrado.
Um número muito reduzido de localizações conseguiram registar um crescimento no valor das rendas, devido essencialmente à falta de espaços industriais prime disponíveis ou pela elevada qualidade dos imóveis nessas zonas. Na Índia, Gurgaon, em Nova Deli e Chakan, em Pune, verificaram as maiores subidas, de 16,7% e 15,4% respectivamente.
(…)
Portugal desceu cinco lugares no ranking dos países, ocupando agora a 32ª posição. O valor anual de um metro quadrado de espaço industrial na área da Grande Lisboa é de 60 euros, contrastando com os 72 euros praticados em 2008.
A evolução negativa das rendas decorreu da situação global da economia e do mercado imobiliário, mais do que da própria natureza do sector industrial. O mercado industrial teve em 2009 um desempenho satisfatório, tendo-se aproximado de um maior equilíbrio entre a oferta e a procura., em grande parte devido ao reduzido número de novos projectos. Durante o ano de 2010 não será expectável nova quebra nos valores, tendo em conta a continuada ausência de novos projectos a entrarem no mercado.
(..)

Veja aqui o artigo completo na fonte: Jornal Oje

Rendas de escritórios cairam em média 10% em todo o mundo durante o ano 2009

A queda generalizada da Economia mundial teve forte impacto nos níveis de ocupação do mercado de escitórios em todo o mundo durante o ano de 2009. O aumento das taxas de desocupação associado a uma diminuição da procura por parte das empresas levou a que o nível das rendas caísse na grande maioria dos mercados com o fiel da balança a pender para o lado dos inquilinos. Globalmente as rendas no mercado de escritórios sofreram um decréscimo de 10% tendo sido o primeiro ano, desde 2003, onde isso aconteceu de um modo generalizado a nível mundial já que nenhum mercado escapou à queda das rendas, independentemente da região.

Estas foi a principal conclusão da C&W no seu mais recente relatório de research “Office Space Across the World“.

Segundo o mesmo relatório, Portugal, que é tradicionalmente um mercado tranquilo, assistiu a uma queda das rendas prime em cerca de 3% para valores mensais na ordem dos 19€/m2 assistindo-se na 2ª metade do ano a uma serie de indicadores positivos que levou à estabilização das mesmas tendo o nosso pais, mais concretamente a cidade de Lisboa, mantido a sua posição no ranking no 40º lugar.

Oh God…not another bouble!

Estaremos a assistir ao inicio de uma nova bolha de preços do imobiliário no Reino Unido?
Leiam o artigo do UK Times onde se refere que os mais recentes sinais de reabertura das portas da banca ao financiamento para promoção imobiliária e o recente aumento da procura de escritórios em Londres por parte de investidores institucionais estrangeiros poderá estar a alimentar o inicio de uma nova bolha especulativa de preços do imobiliário no Reino Unido.

The market crashed – but is the next commercial property bubble building?

Queda global da economia afecta metade das principais ruas de comercio mundiais

Mais de metade das mais prestigiadas ruas de comercio do mundo têm vindo a ser afectadas pela queda da economia mundial com 54% das 274 ruas avaliadas pela consultora Cushman & Wakefield a ver cair as suas rendas prime. Seis das dez principais ruas de comercio estão localizadas na Europa.

As conclusões do “Cushman & Wakefield’s annual Main Streets Across the World report” representa a maior queda nas rendas relativas ao sector comercial nos últimos 24 anos. Apenas em 18% das localizações as rendas prime cresceram.

O “Main Streets Across the World report” oferece um barómetro global do estado do sector imobiliário comercial e da popularidade das ruas de comercio em 60 países. A maioria das 10 ruas mais caras do mundo viram as suas rendas prime diminuir ou permanecerem iguais á medida que os retalhistas abrandaram a sua expansão. A 5ª Avenida em Nova Iorque continua a ser a rua mais cara e onde os retalhistas poderão esperar ter de pagar 13,027€/m2 de renda anual. Tal configura uma redução de 8.1% face a 2008. A 5ª Avenida tem sido a rua mais cara do mundo há 8 anos consecutivos. A Causeway Bay em Hong Kong e a Av. do Campos Elísios em Paris mantêm a segunda e terceira posição respectivamente.

A maior subida deu-se na Kaufingerstrass em Munique com a entrada para top 10 e com uma subida nas rendas de 7.1%. A Grafton Street em Dublin foi protagonista da maior queda passando de 5º para 8º lugar com uma queda de 22.5% na renda após ter entrado no ano transacto para o top 5 pela primeira vez.

The world’s ten most expensive shopping streets 2009

Rank 09 – Rank 08 – Country – City – Street – EUR/m2/ano – Variação(%)

1 – 1 – US – New York – 5th Avenue – 13,027 – (-8.1%)
2 – 2 – China – Hong Kong – Causeway Bay – 11,687 – (-15.1%)
3 – 3 – France – Paris – Ave des Champs Elysees – 7,732 – 0%
4 – 4 – Italy Milan Via Montenapoleone – 6,800 – 1.5%
5 – 7 – Japan – Tokyo – Ginza – 5,950 – 0%
6 – 6 – UK – London – New Bond Street – 5,885 – 6.9%
7 – 8 – Switzerland – Zurich – Bahnhofstrasse – 5,246 – 0%
8 – 5 – Ireland – Dublin – Grafton Street – 4,356 – (-22.5%)
9 – 12 – Germany – Munich – Kaufingerstrasse – 3,600 – 7.1%
10 – 9 – Australia – Sydney – Pitt Street Mall – 3,436 – (-3.2%)

Fonte: Cushman & Wakefield

Taxa de ocupação de escritórios no sector bancário desce 80% no primeiro trimestre

“No primeiro trimestre de 2009, e devido à crise económica global, as empresas do sector bancário ocuparam menos 80% de espaço de escritórios do que no período homólogo de 2008. Os mercados mais afectados neste sector foram os de Londres, Moscovo e Varsóvia”.

As conclusões foram retiradas do estudo European Banking Breifing, realizado pela consultora global Cushman & Wakefield (C&W).

De acordo com o mesmo documento, “prevê-se que muitos bancos recorrerão a operações de Sale & Leaseback para obter liquidez nos próximos 12 meses, especialmente os que receberam ajudas significativas do Estado nos últimos meses. Bancos como o Unicredit, HSBC e BBVA iniciaram recentemente operações deste tipo e prevê-se que outros façam o mesmo ao longo de 2009”.

Tendo em conta o cenário de continuação de descida do valor das rendas e do capital, “prevê-se que os bancos reduzam os seus custos operacionais através da renegociação dos seus contratos de arrendamento. Muitos proprietários estão a renegociar os contratos com o intuito de manterem os seus ocupantes”.

A maior queda na ocupação deste sector verificou-se em Londres “onde se registou uma contracção entre trimestres homólogos, de 45.057 m2 para apenas 2.599 m2. Em Moscovo decresceu de 66.442 m2 para 1.600 m2 (uma descida de 97%) e em Varsóvia de 11.670 m2 para 1.526 m2 (87% menos). Não se verificou no primeiro trimestre nenhuma transacção na área da banca nos outros principais mercados, como Bruxelas, Budapeste, Milão, Amesterdão, Barcelona, Glasgow e Edimburgo. Apenas em Paris, Frankfurt e Madrid se verificou um aumento na taxa de ocupação por parte do sector bancário”.

Segundo Carlos Oliveira, Partner e Director do Departamento de Escritórios da Cushman & Wakefield em Portugal, ” a crise bancária levou à fusão, aquisição e nacionalização de importantes bancos por toda a Europa. Estamos em terreno desconhecido e até sabermos a verdadeira extensão dos despedimentos do sector bancário e consequentemente, do excesso de escritórios que poderão ser colocados no mercado, é difícil prever com exactidão como é que o principais centros financeiros europeus serão afectados. Contudo, os imóveis são o maior centro de custos para todas as instituições financeiras e só os que estão bem preparados para gerir eficientemente os seus portfólios irão transpor a crise”.

“A maioria dos bancos europeus necessitam de obter liquidez, mas pelas vias tradicionais é mais dispendioso. As principais operações europeias de Sale & Leaseback que os bancos Unicredit, HSBC e BBVA lançaram serão provavelmente a ponta do iceberg em 2009. Os bancos que estão parcialmente nacionalizados, oferecem excelentes condições para os investidores que pretendem garantir o retorno dos seus investimentos a longo prazo”, conclui Carlos Oliveira.

Fonte: Construir Imobiliário – Veja aqui a noticia na fonte.

C&W publica estudo anual sobre imobiliário industrial – Industrial Space Across the World 2009

A Cushman & Wakefield apresentou recentemente a edição de 2009 do seu report anual Industrial Space Across the World 2009 onde são publicados os resultados dos preços das rendas praticados no Imobiliário Industrial relativas ao ano de 2008 , tendo por base 135 localizações em 49 países.

Veja aqui o relatório completo.

C&W garante ’safety net’ com linha de crédito de $50M

A Exor, Holding da família Agnelli que detém 72% da Cushman & Wakefield, disse em comunicado esta quarta-feira, no seguimento do anúncio dos resultados anuais de 2008 e onde se revelaram prejuízos na ordem dos 20.2 milhões de euros, que foi disponibilizada uma linha de crédito de 50 milhões de dólares para a consultora .

“The transaction, which will be finalized shortly, guarantees an interesting return for Exor that reflects market conditions. The purpose of the credit line is to strengthen the financial structure of the subsidiary and also enable it to take advantage of growth opportunities.”

Por seu lado, Robert Rozek, Director do Departamento Financeiro da C&W, afirmou em declarações á Property Week que a consultora está agora mais empenhada no seu “core business” e em reduzir custos ao mesmo tempo que constrói relações com os clientes e que a linha de crédito disponibilizada servirá somente como uma segurança adicional a ser utilizada em caso de necessidade.

“It’s an insurance policy. It’s only there if we need it, and we anticipate we will not need it. We have done a lot of things such as cost cutting but in the event of the economy going off a cliff again, as it did in the fourth quarter of 2008, we wanted something in place.”

Os prejuízos 20.2 milhões de euros em 2008 contrastam assim com os lucros de 48.4 Milhões de euros em 2007.